Peritos de todo o Brasil fazem curso em Vitória para melhorar investigação

Peritos de todo o Brasil fazem curso em Vitória para melhorar investigação

Uma capacitação realizada na Chefatura de Polícia Civil do Espírito Santo, em Vitória, reúne até sexta-feira (20/11), peritos papiloscópicos de vários estados brasileiros. Eles participam do Curso de Capacitação em Perícia Papiloscópica e Identificação.
No evento estão sendo debatidos assuntos relacionados a informações técnicas e científicas, procedimentos e qualificação no trabalho desenvolvido por estes profissionais.
Na busca pelo aperfeiçoamento das técnicas de investigação e resolução de crimes complexos, a Secretária Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça, decidiu promover os cursos para peritos de todo o País no Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Em cada estado as temáticas serão diferentes.
As aulas têm como foco a utilização das técnicas de perícia forense, que auxiliem nas investigações policiais quando não existem testemunhas ou quando ainda existem dúvidas sobre o crime.
Com os cursos, a Senasp busca formar os peritos brasileiros nas técnicas mais modernas e avançadas, auxiliando assim todas as Unidades da Federação na formação de seus peritos para a resolução de crimes.
No Rio, o curso tem como público alvo peritos da área de genética forense de 12 unidades da federação (DF, SP, BA, RS, MG, PR, MS, PA, PB, AM, AP e GO). Com o avanço das perícias voltadas à investigação pelo DNA, a partir de 1985, casos contra a vida e a integridade da pessoa puderam ser resolvidos com maior rapidez e segurança.
Hoje, existem vários países que possuem bancos genéticos com esse fim. Recentemente, o FBI doou ao Brasil o sistema Codis (Combined DNA Index System). Presente em mais de 30 países, esse banco de dados permite a comparação de perfis genéticos para investigações criminais. Com isso, será possível interligar crimes praticados por um mesmo indivíduo, como mostra a famosa série americana CSI.
No Espírito Santo, o curso está voltado para investigação de local de crime onde não existem testemunhas ou provas confiáveis. A técnica visa o recolhimento de indícios e a utilização de técnicas forenses para papiloscopistas e equivalentes. Cerca de 140 peritos de todo o Brasil encontram-se em Vitória participando do curso.
Já no Rio Grande do Sul, a capacitação tem como foco as técnicas forenses voltadas para a análise toxicológica, onde os peritos terão aulas do nível intermediário. O desenvolvimento das aulas é voltado para capacitar peritos oficiais de 11 unidades da federação como multiplicadores desse conhecimento em seus estados.

EXPLICAÇÃO

Os peritos papiloscópicos são os profissionais que coletam impressões digitais para a identificação humana. Alguns deles também são responsáveis para ir ao local de um crime e colher provas.
Dois casos podem ser destacados para caracterizar e demonstrar a importância da técnica: por meio de impressões digitais foram identificados os envolvidos no furto milionário ao Banco Central do Ceará, em 2005; e, o outro exemplo é o acidente com o avião da Gol, em 2006, no qual, dos 154 mortos, 137 foram identificados por meio da perícia papiloscópica.
O presidente da Federação Nacional dos Profissionais em Papiloscopia e Identificação (Fenappi), Antônio Maciel Aguiar, que se encontra em Vitória, destaca a importância do trabalho desenvolvido pelos profissionais.
“Nos locais onde ocorreram crimes ou aconteceram acidentes, o perito papiloscópico faz um levantamento, revelação, pesquisa e perícia de confronto buscando a individualização humana”, disse.
O curso, que começou dia 9 de novembro, segue até o dia 20 deste mês, e está sendo realizado na Chefatura da Polícia Civil, localizada na Avenida Nossa Senhora da Penha, no bairro Santa Luzia, em Vitória. O evento conta com a participação de peritos papiloscópicos do Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Paraná, Goiás entre outros estados.
 

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