Coronel é condenado a 10 anos de prisão pela acusação de desvio de dinheiro da PM capixaba

Enquanto o Poder Judiciário brasileiro é lento para julgar, por exemplo, políticos acusados de corrupção – vide os aloprados do mensalão –, a Justiça do Espírito Santo dá um exemplo contrário e acaba de condenar a 10 anos de prisão o coronel da reserva da PMES Aldoete Guede Sant’ana, pela acusação de desvio de dinheiro.
A sentença foi proferida na terça-feira (01/06). A condenação do coronel Aldoete Guede chega a 10 anos e dois meses de reclusão, segundo sentença assinada pelo juiz Getúlio Marcos Pereira Neves e pelos quatro coronéis que formam o Conselho Especial de Justiça da Auditoria Militar do Estado do Espírito Santo.
O coronel Aldoete Guede, que após ir para a reserva remunerada da PM passou a atuar como advogado, foi condenado em dois artigos do Código Penal Militar, segundo informações passadas pelo juiz Getúlio Neves, através da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça.
No artigo 303, ele é acusado de peculato, enquanto no artigo 248 é acusado de apropriação indébita. O processo contra Aldoete Guede começou quando ele era tenente-coronel e comandava o 8° Batalhão da PM, localizado em Guarapari, município da Região Metropolitana da Grande Vitória.
Pelo crime de peculato, segundo Inquérito Policial Militar (IPM) aberto por ordem do Comando Geral da PM capixaba, o coronel Aldoete Guede teria comprado materiais de construção com dinheiro da PM para uso particular. O dinheiro seria do 8° Batalhão.
Pelo crime de apropriação indébita, ele teria tomado três empréstimos junto ao Fundo de Cooperativa de Oficiais e Praça da Polícia Militar, do qual era o presidente, e não teria saldado as dívidas, segundo consta na denúncia feita pela própria PM e pelo Ministério Público Estadual e, agora, julgado pela Justiça Militar, conforme consta no processo número 024950076984.
Segundo a sentença do juiz Getúlio Neves, o coronel Aldoete Guede foi condenado a regime fechado, mas poderá recorrer em liberdade. A sentença será publicada no Diário Oficial da Justiça no dia 9 de junho. A partir daí, a defesa do coronel terá cinco dias para recorrer da decisão judicial.
 

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