Empresário acusado de matar dentista vai ser julgado no dia 29 de junho

O empresário José Silésio Follador vai ser julgado pelo Tribunal do Júri de Vitória, no Fórum Muniz Freire, na Cidade Alta, no dia 29 de junho, terça-feira, pela acusação de ter matado o dentista Milton Neto, 77 anos. O crime aconteceu no dia 14 de agosto de 2007 e o corpo de Milton foi encontrado um dia depois, no canal da Praia de Camburi, pelo lado da Praia do Canto.
Silésio, que se encontra preso em um alojamento do Corpo de Bombeiros, na Enseada do Suá, confessou o assassinato. Um segundo réu, o investigador da Polícia Civil Estrela, recorreu da decisão do juiz da Vara Privativa do Júri da Capital, Marcelo Soarez Cunha, e aguarda julgamento do recurso pelo Tribunal da Justiça. Estrela, que garante ser inocente, também foi pronunciado para ser julgado.
O julgamento, marcado para começar às 8h30, está cercado de expectativa, pois Milton, que era amigo do acusado do crime, foi morto de forma brutal – foi estrangulado e levou pauladas na cabeça – depois de sair de casa para cobrar uma dívida – ele costumava emprestar dinheiro para amigos.
Milton saiu de casa, no bairro Santa Lúcia, às 8h40 do dia 14 de agosto, numa terça-feira, para ir à Enseada do Suá cobrar a dívida de Silésio – cerca de R$ 30 mil. No dia 15 de agosto, quando o corpo foi encontrado boiando, Silésio Follador – dono de uma oficina de conserto de lanchas, que fica na Enseada do Suá – até ajudou a polícia, informando que era amigo de Milton e que o dentista teria tido uma discussão com um credor.
Silésio deu entrevistas à imprensa, fornecendo mais detalhes sobre o crime, mas no dia seguinte – 16 de agosto – foi desmascarado e acabou confessando a autoria do assassinato para os investigadores da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Daí em adiante, a DHPP chegou ao investigador Estrela, que era lotado na Delegacia de Goiabeiras.
Segundo inquérito policial, Estrela, Silésio e uma delegada estariam extorquindo Milton Neto. A delegada, mais tarde, foi indiciada, processada e condenada pela Justiça pelo crime de extorsão, mas, segundo levantamentos da DHPP, ela não teria participação no assassinato.
Se depender da promotora de Justiça da Vara Privativa do Júri de Vitória, Joana D’Arc Calmon Tristão, Silésio será condenado. Ela vai apresentar no júri todas as provas que poderão levar Silésio a condenação, cuja pena poderá variar de 10 a 30 anos de cadeia. Silésio está preso desde o dia 16 de agosto de 2007.
 

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