Gilsinho e Da Vitória, a nova tabelinha na Assembleia Legislativa

Para parodiar o presidente Lula, nunca na História deste Estado a segurança pública vai estar tão bem representada na Assembleia Legislativa, como vai acontecer a partir de 1° de janeiro de 2011.

No domingo, o deputado estadual Josias Da Vitória foi reeleito com 33.374, quase que o dobro da votação que ele obteve em 2006, quando estreou na política.

Também foi eleito o delegado de Polícia Civil Gilsinho Lopes, com 23.241 votos. Pegando carona no tema segurança, foi eleito ainda o delegado federal Rodney Miranda, que foi secretário de Estado da Segurança Pública por duas vezes no governo Paulo Hartung.

Rodney foi um fenômeno nas urnas, obtendo 65.049 votos, sendo o deputado estadual mais votado do Espírito Santo.

A atual legislatura já conta com, além do Da Vitória – que é cabo da reserva remunerada da Polícia Militar –, o escrivão aposentado Euclério Sampaio e o Sargento Valter. Esses dois não conseguiram a reeleição.

O delegado Gilsinho honrou seu mandato, quando foi deputado pela primeira vez entre 1999 e 2002. Criou inúmeras leis, que contribuem para o bem estar da população e ajuda as instituições policiais a combater a criminalidade.

É de Gilsinho Lopes, por exemplo, a lei que criou o disque denúncia. Por intermédio do telefone 181, o cidadão pode denunciar bandidos e crimes e ainda receber recompensa, quando a denúncia se concretizar e o crime elucidado.

Os resultados positivos demonstram a disposição da população em não mais aceitar a impunidade e a omissão, fazendo com que graças às suas informações, a atividade criminosa no Estado seja para quem a pratica, cada dia mais difícil, perigosa e mais cara.

O disque denúncia, hoje, só tem um problema: ele funciona somente de segunda a sexta-feira, das 8 horas às 20 horas.

Conhecedor dos problemas da criminalidade no Estado, o delegado Gilsinho Lopes já garantiu que, ao retornar à Assembleia Legislativa no próximo ano, vai sugerir ao governo do Estado que amplie os serviços do disque denúncia para os finais de semana e que funcione durante 24 horas por dia.

É fácil entender o motivo da preocupação do Gilsinho: os crimes, principalmente homicídios, acontecem mais à noite e em maior número nos finais de semana.

Também é de Gilsinho Lopes projetos que criam novos distritos policiais e levam delegacias especializadas para o interior. Foi ele também quem conseguiu corrigir uma injustiça histórica que atingia os policiais civis e militares capixabas: a aprovação do seguro de vida para a categoria.

Antes, os policiais saiam de casa para trabalhar e não sabiam se voltariam vivos. Como não tinha seguro de vida, a família do policial morto em combate ficava à mercê, sem amparo de uma indenização.

O cabo Josias Da Vitória também honrou seu mandato nesses quase quatro anos na Assembleia. Conseguiu aprovar projetos de interesse da sociedade civil e da classe militar. Graças a um desses projetos aprovado no final de 2009, o governo do Estado abriu concurso para a contratação de mais mil soldados, promoveu praças – soldados, cabos e sargentos – e oficiais e instalou mais três batalhões da PM e outros do Corpo de Bombeiros fora da Grande Vitória.

O deputado Da Vitória restituiu uma justiça na corporação, que foi a criação de uma lei que obriga o governo a comprar a farda para policiais militares e bombeiros militares trabalharem. Essa lei estendeu o benefício para os agentes penitenciários.

Quanto ao ex-secretário da Segurança Rodney Miranda, ele é marinheiro de primeira viagem na política. Pelo menos foi a primeira vez que se candidatou e logo de cara obteve uma maciça votação.

É de se esperar que Rodney Miranda honre os mais de 65 mil votos que conseguiu dos capixabas. Mas não deverá ser com projetos que visam, principalmente, a segurança da população do Espírito Santo.

Ele deu uma entrevista à Rádio CBN dizendo que não foi eleito para representar a segurança pública. Disse que foi eleito para representar a sociedade capixaba. Revelou que obteve votos de policiais civis, militares e federais. A bandeira que ele disse que vai defender é a da sociedade.

Em tempo: Rodney foi o profissional que mais tempo ocupou o cargo de secretário de Segurança Pública no Espírito Santo. Assumiu em janeiro de 2003, junto com Paulo Hartung.

Foi demitido quando grampeou ilegalmente a Rede Gazeta de Comunicação. Voltou um ano depois, ficando no cargo até a data limite de desincompatibilização para se candidatar para disputar vaga na Assembleia.

De fato, foi eleito pelos votos dos cidadãos que acreditam que ele vai conseguir, um dia, ajudar a melhorar a segurança pública no Estado. Como secretário, sua atuação foi pífia.

De qualquer forma, vai estar ao lado de dois grandes representantes das categorias da segurança, que são Gilsinho e Da Vitória. Tabelando juntos, os dois vão lembrar as grandes duplas do futebol. Rodney Miranda pode pegar carona com os dois. Para o bem da segurança pública do Espírito Santo.
 

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