Trabalho de Inteligência nas cadeias capixabas reduz fugas de presos e

O diretor do Centro de Detenção Provisória de Guarapari (CDPG),
Ânderson Perciano Faneli, detalhou os avanços do sistema prisional
capixaba no 3º Congresso Internacional de Políticas de Direitos
Humanos, Violência e Pobreza, realizado em Montevidéu, capital do
Uruguai.

No evento, Faneli apresentou a monografia “Inteligência Prisional como
forma de contribuição de redução de fugas e mortes no Espírito Santo”,
concluída para o curso de pós-graduação, oferecido por meio do
Ministério da Justiça.

“Fiquei muito surpreso. Em primeiro lugar, porque não sabia nem que
meu trabalho seria escolhido pelo Ministério da Justiça; em segundo,
porque não esperava essa repercussão toda que a apresentação teve fora
do País. Depois do Congresso, já recebi convites para palestras em
Cuba e na Venezuela, que demonstraram interesse em aprender com a
experiência que desenvolvemos no Espírito Santo”, declara o diretor.
Os números apresentados em Montevidéu, na última semana de novembro,
comprovam a eficiência do trabalho conjunto entre os órgãos de
inteligência da Segurança Pública no Espírito Santo na redução de
fugas e mortes.

Só para se ter uma idéia, em 1997 o sistema prisional capixaba fechou
o ano com 1.400 presidiários, mas 882 conseguiram fugir. Este era o
verdadeiro período do calabouço, onde os presos é que mandavam nas
cadeias; tinham as chaves das celas e dos portões dos corredores.

Em 2009, já com novo sistema de administração, as cadeias do Estado
fecharam o ano com 8.130 presos – apenas 32 fugiram.

O percentual de mortes é ainda menor: em 2002, a média era 0,87%; em
2009, caiu para 0,09%, sendo que metade desse índice é de mortes
naturais. É este trabalho que Anderson Fanelli e mais duas colegas
apresentaram no Uruguai e deverão repetir o feito em Cuba e Venezuela:

“Somos muito exigentes com nosso próprio trabalho e só quando vamos
para fora percebemos o quanto isso é bom. A realidade do sistema
prisional de muitos outros países é assustadora. Essa oportunidade de
representar bem o Estado, mostrando nossa metodologia me deixa feliz,
porque sei que estou contribuindo para melhorias dentro e fora do
Espírito Santo”, resume Faneli.

Os resultados dos primeiros cinco anos deveu-se a:
- implementação da Assessoria de Inteligência com papel fundamental na
antecipação e prevenção de fugas, mortes e entrada de materiais
ilícitos nas Unidades Prisionais;
- aliada à criação da Equipe de Revista, que realizam o trabalho de
prevenção, possibilitando a antecipação de possíveis cenários
criminosos, identificando as execuções dos atos ilícitos (tuneis,
grades serradas, “chuços”, drogas e celulares);
- ao avanço de políticas públicas com investimentos financeiros
implantadas no sistema penitenciário do Espírito Santo.
 

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