Gilsinho Lopes vai brigar na Assembleia Legislativa pela aprovação de novo QO na Polícia Civil

O delegado Gilsinho Lopes está contando os dias para assumir, novamente, uma cadeira de deputado estadual na Assembleia Legislativa. Divide o tempo com a Superintendência de Polícia Prisional (SPP), onde é o chefe até o dia 31 de janeiro, com os preparativos finais para a posse, em 1º de fevereiro.

Gilsinho Lopes, que foi deputado na legislatura 1999/2002, já tem em mente sobre o que fazer nos seus primeiros dias na Assembleia: vai apresentar projeto indicativo ao governo do Estado para que seja reestruturado o Quadro Organizacional (QO) da Polícia Civil.

O QO da Polícia Civil é de 1990. De lá para cá, novas superintendências, divisões, delegacias especializadas e delegacias distritais e do interior foram criadas. Até novos municípios foram criados no Espírito Santo, com emancipação de distritos. Porém, o efetivo de delegados, investigadores, escrivães, peritos e demais servidores da instituição não foi alterado, apesar de terem ocorrido alguns raríssimos concursos.

Só para o leitor ter uma ideia, o quadro de delegados da ativa hoje na Polícia Civil é de 195 profissionais para atuar em todo o Estado. Estudos estimam que o número ideal deveria ser de 331 delegados. Está em andamento um concurso para contratar 39 delegados.

“Na minha chegada à Assembleia vou lutar pela criação de um novo Quadro Organizacional na Polícia Civil. Esse novo QO vai aumentar a capacidade da instituição no combate à violência e na apuração dos crimes. Quem vai ganhar é a sociedade”, disse Gilsinho Lopes.

Ele acordou satisfeito, nesta quinta-feira (27/01), quando leu nos jornais que o novo secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Henrique Herkenhoff, anunciou que pretende expandir e melhorar o funcionamento do disque denúncia.

A proposta do secretário é aumentar o número de atendentes e deixar o atendimento funcionando 24 horas, inclusive nos finais de semana. Hoje, o atendimento é apenas de segunda a sexta-feira, das 7 às 20 horas.

A lei que criou o disque denúncia – através do telefone 181 qualquer cidadão pode denunciar crimes ou bandidos – é de autoria de Gilsinho Lopes, quando ele foi deputado pela primeira vez, e já previa o funcionamento do sistema 24 horas todos os dias da semana.

“Por isso, não vejo dificuldade de o secretário da Segurança Henrique Herkenhoff expandir o atendimento para todos os dias, durante as 24 horas. Os crimes de homicídios, em sua maioria, ocorrem à noite e mais nos finais de semana. É no clima de um evento (crime) que a testemunha se sente mais a vontade em fazer a denúncia”, explica o delegado-deputado. "O doutor Herkenhoff está de parabéns por mais essa medida", acrescentou Gilsinho.

Faz parte também da plataforma de Gilsinho Lopes lutar, quando voltar à Assembleia Legislativa, pela melhoria do atendimento do disque denúncia. Durante campanha eleitoral em 2010, ele deu entrevistas à imprensa – rádios, jornais, TVs, sites e blogs – informando que brigaria para que o disque denúncia funcionasse todos os dias e durante as 24 horas.

Acredita-se, inclusive, que o governo do Estado nem precisará fazer nova licitação para a ampliação dos serviços do disque denúncia. Nos últimos oito anos, o governo passado realizou obras importantes na área de segurança sem ter a necessidade de licitação, que foi a construção de presídios de segurança. Os novos presídios marcaram um marco no sistema prisional capixaba, acabando com fugas e rebeliões.
 

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