Justiça pode fechar o presídio da Polícia Militar

Não será surpresa alguma se a qualquer momento a Justiça interditar a carceragem do quartel do Comando Geral da Polícia Militar do Espírito Santo, em Maruípe, Vitória, e mandar fechar a unidade.

A ordem vai partir da Auditoria da Justiça Militar, que está preocupada com a situação do presídio, sobretudo depois da fuga misteriosa do advogado Yang Alves Souto – veja mais detalhes da fuga em postagens anteriores –, que estava preso acusado de tráfico de drogas.

O juiz da Auditoria de Justiça Militar, Getúlio Marcos Pereira Neves, já mandou comunicar ao comandante geral da PM, coronel Anselmo Lima, que ficou muito preocupado com a forma com que Yang escapou da carceragem, no último sábado, e das condições precárias do presídio.

No local ficam presos policiais militares e ex-PMs acusados de diversos crimes, como assassinatos, tráfico de drogas, assaltos e seqüestros. A PM já possui um projeto que prevê a construção de um novo presídio fora das dependências do QCG.

O juiz Getúlio Neves está para tomar a qualquer momento a decisão de interditar a carceragem da PM e mandar os presos para um presídio de segurança máxima da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), enquanto a nova unidade prisional da PM não seja construída.

A Sejus possui vários presídios pelo Estado. O presídio de Xuri, Vila Velha, que foi inaugurado recentemente, ainda há galerias que não foram ocupadas por presidiários comuns. Assim, os policias militares que estão presos poderiam ser transferidos para uma dessas galerias.

O comandante Anselmo se reuniu nesta quarta-feira (16/03) com o desembargador José Paulo Calmon Nogueira da Gama, supervisor da Coordenadoria das Varas de Execuções Penais do Estado, e com o juiz Marcelo Menezes Loureiro, coordenador das Varas de Execuções Penais, para tentar encontrar uma solução para o impasse.

De acordo com fontes da PM e do Palácio Anchieta, o governo do Estado encomendou, desde a época de Paulo Hartung, a construção da Casa de Custódia da Polícia Militar. O presídio será construído na mesma área onde se localiza o Centro de Formação e Aprendizagem (CFA), no bairro Santana, em Cariacica.

O processo se encontra no Iopes, que já contratou uma empresa para elaborar o projeto da obra. Ao final dos estudos, a empresa informará o valor do presídio.

Pelos planos da PM, na Casa de Custódia só ficarão policiais e ex-policiais acusados ou condenados por crimes. Serão construídos pavilhões masculino e feminino.

Também haverá separação por hierarquia de patentes. Ou seja, serão construídas alas que preveêm espaço para abrigar oficiais, subtenentes e sargentos e praças, que por ventura sejam presos.
 

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