Mulher ajudou advogado a fugir de dentro do quartel da PM

Aos poucos, a Polícia Militar do Espírito Santo vai desvendando como se deu a fuga do advogado Yang Alves Souto, 29, que estava preso na carceragem do quartel do Comando Geral, em Maruípe, sob a acusação de tráfico de drogas.

A fuga ocorreu no último sábado (12/03). Preso pela Polícia Federal em Conceição da Barra, ele havia sido levado para o quartel no dia 4 de março por ordem da Justiça.

A Corregedoria Geral da PM está conseguindo desvendar as circunstâncias da fuga depois de autuar em flagrante dois ex-PMs e um policial da ativa, que já se encontravam presos na carceragem por acusações de diversos crimes, como assassinatos, tráfico de drogas e assaltos. Uma mulher ajudou o advogado a fugir de carro.

Os três homens estavam cumprindo pena em regime semiaberto. Por isso, poderiam ficar fora das celas da carceragem. Depois da fuga do advogado, no entanto, foram recolhidos e se encontram agora dentro de celas. Os dois homens são os ex-PMs Élvis Rosa e Camilo. O PM da ativa é o soldado Gotargi.

Um quarto PM – o sargento Barbosa, que se encontrava no comando da guarda do presídio no dia da fuga – já está preso desde sábado.

Conforme o Blog do Elimar havia informado, a Diretoria de Inteligência (Dint) da PM e a Corregedoria já investigavam a informação de que policiais militares ou ex-PMs que se encontravam presos na carceragem estariam por trás da fuga do acusado de tráfico Yung, que é advogado do traficante capixaba José Antônio Marim, o Toninho Pavão.

Agentes da Dint e da Corregedoria que trabalham no caso descobriram que Élvis, Camilo e Gotargi, por estarem em regime semiaberto, tinham a permissão de todos os dias recolherem os latões de lixo da carceragem e levá-los para uma área próxima ao Ginásio de Esportes, onde, posteriormente, são recolhidos por caminhões.

No sábado, não foi diferente. Os três teriam recolhidos os latões de lixo e levado o advogado Yung escondido dos policiais que fazem a guarda do presídio. Segundo as investigações, nesse caminho Élvis, Camilo e Gotargi mostraram a Yung por onde, mais tarde, ele poderia passar para fugir.

Depois de voltarem com os latões vazios, os três levaram o advogado novamente escondido até a carceragem. Minutos depois, Élvis, Gotargi e Camilo, que sempre tinham liberdade para transitar livremente pelas dependências do quartel, foram até o chefe da guarda do presídio, o sargento Barbosa, simular uma conversa.

Os três se emparelharam na frente do sargento, fazendo proteção para o advogado Yung passar sem ser visto por Barbosa, apontam as investigações.

Enquanto Élvis, Camilo e Gotargi conversavam e a tiravam a atenção do sargento Barbsoa, o advogado acusado de tráfico passou despercebido, atravessou o prédio onde fica o Comando de Polícia Ostensiva Metropolitano (CPOM), foi até a área onde aterrissam os helicópteros e pulou um muro, que dá acesso a outra parte do bairro Maruípe. Já na rua, uma mulher esperava por Yung.

Ante, Yung pegou um celular, ainda no pátio do quartel, que fora deixado para ele. Por esse aparelho, o advogado ainda teria telefonado para a mulher, dizendo que já estava a caminho do carro.

O mistério, portanto, aos poucos vai sendo desvendado. Fontes ligadas às investigações informam que as pessoas que ajudaram o advogado dublê de traficante a fugir teriam recebido R$ 200 mil, que teriam sido depositado em contas bancárias antes da fuga de Yung.
 

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