Polícia Civil cria Comissões Permanentes de Processos Administrativos para tornar mais célere julgamento na Corregedoria

O novo comando da Polícia Civil está investindo pesado na Corregedoria Geral da instituição. Prova disso é que acabam de ser criadas na Corregedoria quatro Comissões Permanentes de Processos Administrativos para tornar mais célere o julgamento de acusações de transgressões disciplinares contra policiais civis.

Até o final do ano passado, quando um policial cometia algum delito, eram abertos dois procedimentos: um criminal e outro administrativo. O administrativo ia para o Conselho de Polícia Civil, que analisava se o ato cometido pelo policial significa alguma transgressão disciplinar – se feria o estatuto da instituição.

Se o resultado fosse positivo, o Conselho remetia a investigação, chamada de PAD (Processo Administrativo), para qualquer um dos 195 delegados da Polícia Civil presidir a investigação.

“Isso significava que, às vezes, um delegado de um bairro, por exemplo, tinha que paralisar suas atividades para presidir um PAD contra um policial de outra região”, explicou o corregedor geral da Polícia Civil, delegado Emerson Gonçalves da Rocha.

“Com a criação das quatro Comissões Permanentes de Processos Administrativos, o Conselho agora sorteia a comissão que irá investigar o PAD aqui dentro da Corregedoria. Estamos ganhando mais tempo”, completou Emerson da Rocha.

As quatro comissões são vinculadas à Divisão de Processos Administrativos da Corregedoria. Cada comissão conta com um delegado, um escrivão e dois policiais.

Outra inovação da Polícia Civil, adotada a partir deste novo governo, foi a criação de duas equipes de escolta que atuam dentro Corregedoria. Armados e fardados, as equipes contam com duas viaturas caracterizadas e atuam quando há necessidade de buscar pessoas que estejam presas e que estejam envolvidas em alguma acusação contra policiais civis ou cúmplices em crimes.

Também com o objetivo de tornar mais dinâmico o trabalho da Corregedoria de Polícia Civil, foi criado um sistema de plantão. Desde o início da gestão do delegado Emerson da Rocha, a Corregedoria não fecha. Funciona durante 24 horas por dia, inclusive nos finais de semana e feriados.

“Se surgir ocorrência em que haja acusação contra algum policial civil, a equipe de plantão se desloca até o local. Como já disse o secretário da Segurança (Henrique Herkenhoff), é tolerância zero contra policiais que por ventura cometem algum tipo de crime. Uma Corregedoria forte serve de base para uma Polícia forte. Nossa missão é, acima de tudo, mostrarmos aos policiais que a Corregedoria existe para dar apoio às suas ações legais. Uma Corregedoria forte é bom para a Polícia, excelente para os policiais e muito melhor ainda para a sociedade”, completou o corregedor Emerson Gonçalves da Rocha.
 

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