Ex-presidente do Sindicato dos Motoristas pode ter sido assassinado por envenenamento

Ex-presidente do Sindicato dos Rodoviários do Espírito Santo (Sindirodoviários), Laurindo Gonçalves pode ter sido assassinado por envenenamento como queima de arquivo. Laurindo assumiu à direção do Sindirodivários em junho de 1997, logo após o assassinato do então presidente da entidade, João Nato Juliana.

A Polícia Civil suspeita que Laurindo tinha conhecimento sobre quem teria mamdado matar João Nato. Como estaria ameaçando denunciar colegas de sindicato, acabou sendo morto.

Laurindo e outros diretores do Sindirodoviários chegaram a ser indiciados pela Polícia Civil e denunciados pelo Ministério Público Estadual como mandantes do assassinato de João Nato. Em setembro de 1999, o promotor de Justiça Marcelo Zenkner retirou o nome deles do rol dos denunciados.

Laurindo morreu em 1999 logo depois que o promotor Zenkner livrou ele e outros diretores do sindicato da acusação de mandantes da morte de João Natro..

O homem escalado para matar Laurindo foi o pistoleiro Renato Garcia Ferreira, o Renatinho. Para enganar a polícia, Renatinho foi orientado pelos mandantes do crime a colocar o veneno chamado estriquinina no almoço de Laurindo. Logo depois de almoçar a comida envenada, Laurindo começou a passar mal. A família acreditou, na época, que ele teria sofrido em ataque cardíaco.

Renatinho é o mesmo homem contratado, junto com mais pistoleiros, para matar João Nato. Renatinho chegou a ficar preso, mas foi solto por ordem da Justiça. Solto, voltou a trabalhar no Sindirodoviários, prestando serviços a Laurindo e a outros diretores do sindicato. Renatinho, mais tarde, acabou assassinado a tiros, também como queima de arquivo.

Se, de fato, Laurindo foi vítima de uma trama, a morte dele jamais será esclarecida. É que a Polícia Civil tentou, sem êxito, a exumação do corpo para a realização de um exame cadavérico. Mas a Justiça de Vila Velha, onde Laurindo morava quando morreu, não permitiu:

“A morte do Laurindo ocorreu de forma muito estranha. Familiares me relataram que ele se sentiu mal, foi ficando roxo e de repente morreu. O óbito se deu numa sexta-feira e logo na manhã de sábado ele foi enterrado. Os diretores do Sindirodoviários, que já tinham sido indiciados junto com Laurindo como suspeitos de serem os mandantes do assassinato de João Nato, fizeram de tudo para que o sepultamento ocorresse de maneira rápida. Somente na segunda-feira tomei conhecimento da morte dele”, relembra, hoje, o chefe do Departamento de Polícia Judiciária de Cariacica, delegado Germano Henrique Pedrosa, que na época era o chefe da Delegacia de Crimes contra a Vida e presidiu o inquérito do assassinato de João Nato.

“Quando tomei conhecimento da morte do Laurindo, suspeitei que ele poderia ter sido vítima de envenenamento. Solicitei à Justiça de Vila Velha a exumação do corpo, para que o Departamento Médico Legal realizasse uma necropsia, mas o pedido foi indeferido pelo juiz. Se ele (Laurindo ) foi vítima de assassinato, os criminosos ficarão impunes”, lamenta o delegado Germano Pedrosa.

O veneno usado para matar Laurindo seria a estriquinina, que é um alcalóide cristalino muito tóxico. Foi muito usado como pesticida, principalmente para matar ratos. Porém, devido a sua alta toxicidade, não só em ratos, mas em vários animais (incluindo o homem), seu uso é proibido em muitos países.

Germano Pedrosa acredita, até hoje, que os dirigentes da época do Sindicato dos Motoristas também tinham interesse na morte de Laurindo:

“Durante as investigações para chegarmos aos mandantes do assassinato do então presidente João Nato, salientei para o Laurindo que ele também corria risco de vida, pois conhecia como foi a trama para matar João Nato. Pedi para que ele (Laurindo) falasse sobre o crime, quem mandou matar João Nato, mas ele não quis ajudar a polícia. Infelizmente, apesar de meus alertas, ele (Laurindo) acabou morrendo”, lamentou Germano Pedrosa.

Nesta quarta-feira (04/05), o site Século Diário deu informações sobre a decisão do promotor de Justiça Marcelo Zenkner em não denunciar os então diretores do Sindicato dos Motoristas como mandantes da morte de João Nato. Nesses dois links abaixo, em reportagens postadas no final de março, o Blog do Elimar saiu na frente, com informações sobre a decisão do promotor e como teria sido a trama para matar João Nato.
http://elimarcortes.blogspot.com/2011/03/viuva-de-pistoleiro-revela-como-foi.html

http://elimarcortes.blogspot.com/2011/03/decisao-do-ministerio-publico-estadual.html
 

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