Justiça fiscaliza mais de 300 inquéritos abertos pelo Comando Geral da PM contra policiais militares

O juiz da Auditoria da Justiça Militar do Espírito Santo, Getúlio Marcos Pereira Neves, está analisando mais de 300 Inquéritos Policial Militar (IPM), abertos pelo Comando Geral da PMES contra policiais militares – praças e oficiais.

O juiz baixou portaria solicitando que fossem remetidos para ele todos os IPMs que se encontram abertos – em fase de investigação – da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar.

No que se refere à PM, segundo Getúlio Neves, mais de 300 IPMs já chegaram à Auditoria da Justiça Militar, que se localiza no Fórum Criminal de Vitória, na Cidade Alta.

O juiz explicou que se trata de uma inspeção anual, que é realizada em todo o âmbito de jurisdição da Auditoria Militar.

“É normal essa inspeção que estamos realizando. Solicitei que me fossem remetidos todos os inquéritos registrados em Cartório”, disse Getúlio Neves.

Entre os mais de 300 IPMs inspecionados pela Justiça Militar estão denúncias contra policiais militares – praças e oficiais – que teriam cometido os mais diversos tipos de crimes, como assassinatos, tráfico de drogas e armas, roubos, desvio de dinheiro da corporação e corrupção.

O juiz informou que a inspeção é realizada também nos bens materiais localizados dentro da Auditoria Militar.

Getúlio Neves voltou a defender a construção de um presídio militar que abrigue, preferencialmente, somente policiais militares da ativa que sejam acusados de crimes.

“O atual presídio da PM – localizado no Quartel do Comando Geral, em Maruípe – abriga policiais da ativa, da reserva e até advogados”, constatou o juiz Getúlio Neves.

Ele está mais aliviado por saber que o governo do Estado já planeja construir um novo presídio militar numa área próxima ao Centro de Formação e Aperfeiçoamento (CFA), em Santana, Cariacica.

No momento, o projeto para construção do presídio está em fase de licitação. O novo presídio terá alas separadas para militares da ativa, da reserva e expulsos da corporação.

“É importante que haja essa separação”, ponderou o juiz Getúlio Neves.
 

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