Rodney faz ressalva para que plano de segurança de Renato Casagrande dê certo

O deputado estadual Rodney Miranda (DEM), durante sua fala na sessão especial das Comissões Permanentes de Política Antidrogas e de Segurança, disse que o governo Renato Casagrande tem todas condições de avançar no combate à criminalidade, através do novo plano de segurança pública que o governo vai adotar.

No entanto, fez uma ressalva: o sucesso somente será alcançado se as futuras políticas de segurança pública voltarem as atenções para a prevenção ao uso de drogas.

Rodney fez a ressalva durante a sessão especial das duas comissões, na Assembleia Legislativa, na terça-feira (16/05), quando os secretários de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Henrique Herkenhoff, e de Gestão Estratégica, André Garcia, se apresentaram às comissões para falar sobre o novo plano de segurança que pretende reduzir os índices de criminalidade no Estado.

Rodney Miranda, que foi secretário de Estado da Segurança Pública por seis anos no governo de Paulo Hartung – que antecedeu o de Renato Casagrande –, disse que considera louvável o esforço do atual governo em melhorar os Serviços de Inteligência das polícias Civil e Militar (veja reportagem sobre o assunto em postagem anterior neste blog), de aumentar o efetivo das duas corporações e de investir na humanização dos presídios. Entretanto, profetizou:

“Sinto muito em informar que esse esforço não vai valer a pena se nós não estagnarmos o ponto em que pessoas vão para o vício (das drogas) e do vício para o crime”.

Antes dessa fala, Rodney Miranda fez um breve balanço de quando foi secretário da Segurança. Disse que em fevereiro de 2003, quando assumiu a Sesp, teve que indeferir a compra de “30 máquinas de escrever” que a Polícia Civil queria efetuar.

“Naquele momento, não se podia imaginar uma polícia usando máquina de escrever. Hoje, todas as unidades policiais possuem computadores”, revelou o deputado.

Ele garantiu que investiu na perícia policial e que “os Serviços de Inteligência das polícias Militar e Civil não funcionavam”.

“De lá cá, montamos a Subsecretária de Inteligência na Sesp, remontamos a Inteligência da Polícia Civil e reformamos a Dint (Diretoria de Inteligência da PM). Criamos oito laboratórios para a Polícia Civil, dentre eles o Laboratório de DNA, que meus colegas da Polícia Federal me disseram que é um dos mais modernos do Brasil. Por que digo isso? Porque o buraco que encontramos foi imenso. Trabalhamos diuturnamente para atender a população. Tenho certeza que esse governo vai avançar bem mais”, disse Rodney Miranda.
 

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