Polícia Militar não pode se curvar às badernas nas ruas

A Polícia Militar não pode se curvar diante das badernas provocadas por estudantes. A PM existe para proteger o cidadão e garantir, sobretudo, o direito de ir e vir da população.

Ao fecharem as principais vias de acesso de Vitória – o que acaba prejudicando toda a Região Metropolitana –, os estudantes estão desrespeitando direito de outras pessoas.

Protesto contra aumento de passagem sempre existiu. O protesto atual, no entanto, é inadequado e fora de hora. O reajuste nos preços das passagens de ônibus foi autorizado pelo governo passado, na calada da noite. Ou seja, ao apagar das luzes. O governo Renato Casagrande já pegou o bonde andando. O protesto agora, portanto, é um ato de covardia.

A Polícia Militar tem e deve agir com rigor. Milhares de cidadãos deixaram de comparecer ao trabalho, a consultas médicas e outros compromissos, nesta quinta-feira (02/06), na Grande Vitória por causa da baderna promovida por um pequeno, mas barulhento e irresponsável grupo de estudantes. Por trás dessa gente, certamente estão interesses politiqueiros.

O erro do governo, entretanto, foi não ter se antecipado aos fatos. Os estudantes já haviam informado, anteriormente, que fariam uma manifestação se suas reivindicações não fossem atendidas. Mas ninguém do governo foi para rua, preventivamente, para evitar o transtorno causado pelo bagunça desses “malucos” de uniforme.

De democratas, os estudantes agitadores não têm nada. A Polícia Militar tem que continuar agindo com rigor. O que está em jogo é o bem estar da maioria da população. É ela – e não um pequeno grupo elitista de estudantes que a PM tem de proteger. É para a população que o governo tem que governar. Esses “pentelhos” estudantes já têm regalias demais.

Não satisfeitos em tumultuar as principais avenidas de Vitória, os estudantes invadiram também o campus da Ufes, fechando, inclusive, as duas pistas da Fernando Ferrari.

Novo caos na cidade. A PM, de novo, teve que agir. Lembrando: sempre dentro da lei e para garantir a segurança da população. Mesmo assim, a sempre elitista direção da Ufes – que parece não estar nem aí para a população – divulgou nota, lamentando a ação da Polícia Militar.

A nota da Ufes:
“A Universidade Federal do Espírito - Ufes - por meio da sua Administração Central, lamenta o episódio ocorrido na tarde desta quinta-feira, dia 2, envolvendo uma tropa da Polícia Militar do Espírito Santo e manifestantes, em episódio ocorrido na Avenida Fernando Ferrari, cuja via dá acesso ao campus universitário de Goiabeiras.

O episódio entre a corporação e manifestantes acabou causando conseqüências para estudantes, servidores técnicos, professores e visitantes que passavam na área do campus, e que não tinham qualquer participação no evento. O vice-reitor no exercício da Reitoria, professor Reinaldo Centoducatte tomou a iniciativa de acionar o governador em exercício, Givaldo Vieira e, por telefone, relatou os acontecimentos e pediu que cessasse imediatamente aquele procedimento policial no interior do campus, sendo prontamente atendido.

Para a Administração Central da Ufes, o campus da Universidade, seus professores, servidores, estudantes e visitantes, não podem sofrer conseqüências físicas e morais diante de um episódio ocorrido numa via pública. A Administração reafirma a sua posição em defesa do diálogo democrático com a sociedade, e ressalta que estará, permanentemente, atenta à segurança da instituição de ensino e dos seus membros.


Reinaldo Centoducatte
Vice-reitor no exercício da Reitoria”

A Polícia Militar também divulgou nota, reafirmando seu papel institucional. A Nota da PMES:

“A Polícia Militar informou, mor meio de nota, que desde o início desta quinta aguardou um acordo por meio do diálogo, que foi oferecido pelo Governo do Estado.

Diante da negativa dos manifestantes em buscar uma solução negociada, diante da obstrução do trânsito e da garantia do direito de ir e vir da população, da depredação do patrimônio público, do tumulto em via pública e do desacato à autoridade dos policiais que tentavam restabelecer a normalidade do trânsito de Vitória, não houve alternativa senão o uso da ação militar.

Durante a ação no Centro de Vitória, os manifestantes revidaram com pedradas e foi necessário à PM agir para dispersá-los e assim liberar as vias públicas. Mesmo com a oferta de diálogo por parte do Governo do Estado, os manifestantes continuaram a obstruir o trânsito de Vitória e se dirigiram para a Avenida Fernando Ferrari, onde os manifestantes passaram a atirar pedras, e os policiais tiveram que se defender.

A Polícia Militar reafirma seu total respeito à Universidade Federal do Espírito Santo.”
 

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