Tribunal de Justiça de Minas lança campanha contra crack

Foi lançada na segunda-feira (11/07) a campanha "Crack Destrói", promovida pelo Instituto Minas Pela Paz, com apoio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), através do Programa Novos Rumos e da Vara Infracional da Infância e da Juventude de Belo Horizonte, do Conselho Estadual de Políticas Sobre Drogas (Conead/MG) e da TV Globo Minas.

A campanha, que tem como foco a prevenção, busca conscientizar a sociedade sobre os danos provocados pelo consumo do crack na saúde, nas relações familiares e sociais. Um modelo que poderia ser adotada em outros estados, principalmente no Espírito Santo, que detém um dos maiores índices de homicídios do Brasil.

As ações têm início com a distribuição de material publicitário que contém filmes e spots para emissoras de rádio. Todo o material pode ser acessado no site http://www.crackdestroi.org.br e tem como objetivo contribuir para a redução do número de novos usuários.

Durante o lançamento da campanha, o coordenador do Programa Novos Rumos e membro do Conselho de Defesa do Estado, Joaquim Alves de Andrade, representando o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Cláudio Costa, disse que o consumo da droga vem se alastrando de maneira assustadora em todas as classes sociais, principalmente nas classes C e D.

"O resultado é a desagregação familiar. Com essa campanha, esperamos que este panorama seja alterado", pontuou ele.

Alves de Andrade afirmou que o uso reiterado do crack deforma o ser humano, tornando-o inseguro, com baixa autoestima e depressão.

"A campanha deve ser um suporte para que o combate ao uso de drogas, em especial o crack, seja incrementado. Pais, mães e filhos devem estar unidos nesta luta, pois o traficante está de olho para criar dependentes e explorá-los ao máximo", sustentou.

O presidente do Conead/MG, Aloísio Andrade, ressaltou seu otimismo com a iniciativa: "É importante que governo e entidades privadas unam forças na luta contra uma droga que realmente destrói a vida do usuário".

O secretário executivo do Instituto Minas Pela Paz, Luis Flávio Sapori, revelou que, apesar de o crack não ser a droga mais consumida pelas pessoas, é a que provoca mais efeitos nocivos, pois compromete vários aspectos comportamentais, entre eles a atenção, a concentração e o sono, além de gerar quadros de alucinação e delírio.

"A partir do momento em que o usuário se torna dependente as consequências são inevitáveis. São doenças pulmonares e cardíacas, alterações neurológicas, incluindo acidente vascular cerebral, dor de cabeça intensa e até convulsões".

Sapori frisou que a campanha não visa criar alarmismo, mas mostrar que a droga é problema de saúde pública. "O consumo do crack está em plena expansão. Se compararmos os números da droga apreendida em cinco anos com os dados obtidos em 2011 perceberemos que houve crescimento de mais de 200%. Há um aumento exponencial do consumo do crack, ao passo que o uso da maconha está em queda", sustentou.

O secretário de Defesa Social (Seds), Lafayette Andrada, representando o governador Antonio Anastasia, revelou que o Poder Público está preocupado com o aumento progressivo do número de usuários de crack. "Estamos elaborando um projeto, articulado com todas as secretarias do Estado, para que, no mínimo, 1% de cada orçamento, seja aplicado em políticas de prevenção ao uso de crack".

Estiveram presentes, ainda, a juíza da Vara Infracional da Infância e Juventude de Belo Horizonte, Valéria Rodrigues, os deputados estaduais João Leite, Dinis Pinheiro, Reginaldo Lopes e Hugo Thomé, o defensor público Eduardo Cirino e o diretor regional da TV Globo, Marcelo Matte.
 

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