Oficiais acusados de crimes perdem a chance de ser promovidos na PMES

O comandante geral da Polícia Militar, coronel Anselmo Lima, não está brincando em serviço. Antes mesmo de decidir pela expulsão de cinco praças – um cabo e quatro soldados –, ele decidiu punir quatro oficiais de alta patente, que estão impedidos de serem promovidos porque respondem a processos na esfera administrativa e na Justiça.


A decisão foi publicada no Boletim Reservado do Comando Geral – no qual somente oficiais têm acesso – do dia 13 de setembro, dentro do item Assuntos Gerais e Administrativos, que trata da “Transcrição de Quadro de Acesso ao posto de coronel e tenente-coronel PM do Quadro de Oficiais Combatentes.

Sendo assim, segundo a decisão do Comando Geral, “deixam de figurar no presente Quadro de Acesso os tenentes-coronéis Valdir Leopoldino da Silva Júnior e Carlos Rogério Gonçalves de Oliveira, por não atenderem ao disposto no artigo 13 da Lei Estadual n° 189/90, segundo informações fornecidas pela Corregedoria da PMES”.

Por outro lado, o Comando Geral considera aptos para ingressar no quadro de coronéis da PMES os seguintes tenentes-coronéis: Antônio Augusto da Silva, Leonardo Marchezi dos Reis, Isso Feu Ferreira Pinto Filho, Rubens Ricardo Maciel Barcelos e Carlos Henrique Pereira França.

Para o Quadro de Acesso ao posto de tenente-coronel, estão impedidos de disputar uma vaga os majores Manoel Machado Coelho Neto e Fabrízia Moraes Gomes da Cunha.

A major Fabrízia se livrou, recentemente, de ser expulsa pelo Conselho de Justificação, onde foi parar por conta de processo que responde na Justiça Militar pela acusação de liberar, ilegalmente, traficantes e assaltantes que cumpriam pena na antiga Penitenciária Monte Líbano, em Cachoeiro de Itapemirim.

À época, ela era subcomandante do 9° Batalhão. A major Fabrízia consta também no processo que vai julgar os assassinos e mandantes de matarem o advogado Marcelo Denaday.

Fabrízia, aliás, é uma pessoa que já passou por todas espécies de tormenta na vida. Iniciou a carreira militar com sonhos de se tornar até comandante geral da Corporação.

Casou-se com um soldado, que é o principal acusado de dar dois tiros de pistola na cabeça de Marcelo Denaday. No meio do caminho, a major perdeu o que mais amava na vida: seus dois filhos morreram em um acidente automobilístico, no qual estavam ela e o marido, o soldado PM Dalberto de Souza.

Uma pena que os sonhos daquela jovem, que tinha tudo para ser uma oficial de grandeza, tenham se perdido no meio do caminho. Como diz o mestre Tostão (mestre da Bola, da Literatura e da Psicologia), a alma humana é algo difícil de ser entendido.

Já o major Coelho Neto ainda está sendo julgado pelo Conselho de Justificação. Ele responde a vários processos na Justiça Comum e na Auditoria Militar.

Em um dos processos, é acusado pelo Ministério Público Militar, com base em investigações – feitas com ajuda de interceptações telefônicas, fotos e filmagens, autorizadas pela Justiça – da Diretoria de Inteligência da Polícia Militar (Dint), de comandar quadrilhas de traficantes, assaltantes e golpistas no Espírito Santo e em municípios de Minas Gerais. Ao final das investigações, a Dint apelidou a ação de Operação Pernalonga.

Coelho Neto encontra-se no Conselho de Justificação por deserção. Durante três meses, ele sumiu da PM. Reapareceu depois com atestado de insanidade mental.

Os majores Nylton Rodrigues Ribeiro Filho, Wildelson Nascimento de Faria, Rogério Maciel Barcelos, Douglas Caus, Márcio Celante Weolffel, Reinaldo Brezinski Nunes, Alexandre Quintino Moreira e Alexandre Ofranti Ramalho  estão aptos para se tornarem tenentes-coronéis a qualquer momento.

As novas turmas de coronéis e tenentes-coronéis formam o futuro da Polícia Militar do Espírito Santo. São oficiais que merecem todo o apoio da sociedade, pois, certamente, nas mãos deles estará a segurança de nosso povo. Parabéns e boa sorte a todos!

E aqueles que não poderão ser promovidos porque, em certos momentos da carreira, foram acusados de desvio de conduta, que reflitam sobre suas ações. Se são inocentes, que provem na esfera do Judiciário que estão sendo punidos injustamente.
 

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