Relatório final sobre suposta fraude de documento na PM: promotora de Justiça Militar determina instauração de novos IPMs

A promotora de Justiça da Auditoria Militar Karla Dias Sandoval Mattos Silva determinou a instauração de novos inquéritos policiais para investigar a existência de um suposto documento montado por um coronel para favorecer um dos acusados de intermediar o assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho e as supostas omissão e prevaricação que teriam sido praticadas por dois ex-comandantes gerais da Polícia Militar e por um ex-corregedor geral da Corporação, hoje atual subcomandante geral.


A decisão da promotora de Justiça é em resposta ao relatório final elaborado pelo juiz Carlos Eduardo Ribeiro Lemos sobre a suposta farsa do documento. Mais informações sobre o relatório final do juiz Carlos Eduardo estão no link 
http://elimarcortes.blogspot.com/2011/10/juiz-manda-investigar-dois-ex.html

Em ofício assinado no dia 7 de outubro e enviado ao juiz Carlos Eduardo, a promotora de Justiça Karla Sandoval informa que foi incumbida pelo Conselho Superior do Ministério Público Estadual de acompanhar as apurações em torno dos “graves e sérios indícios” de cometimento, em tese, de crimes por parte de militares de alta patente da PMES.

Informa também que, em virtude de várias requisições feitas pela Promotoria de Justiça Militar, “foram instaurados inúmeros Inquéritos Policiais Militares, que ainda estão em desenvolvimento na PMES”.

Karla Sandoval informa ainda em seu ofício que o Comando da Polícia Militar já foi provocado a informar se em algum tempo – depois da publicação do livro “Espírito Santo”, em meados de 2009, cujos autores relataram o possível envolvimento de oficiais da PM na morte do “corajoso” juiz Alexandre Martins – foi instaurado Inquérito Policial Militar para “apurar a veracidade ou não dos fatos narrados, já que o coronel Marco Aurélio Capita, abertamente na mídia, se identificou como sendo ele o personagem Áureo Macedo”.

Áureo Macedo é um nome fictício usado pelos autores do livro para denunciar que o coronel Marco Aurélio teria tentado atrapalhar as investigações do assassinato.

“Por fim – informa a promotora Karla Sandoval –, ao acusar o recebimento da Vossa decisão no procedimento referente ao apenado Heber Valêncio, remetido a esta Promotoria pelo Senhor Procurador Geral de Justiça, em 22 de setembro do corrente ano, cabe-me informar que estarão sendo adotadas, imediatamente, todas as providências legais, inclusive a requisição para instauração de novos IPM’s, visando apurar os fatos narrados que ainda não são objeto de investigação, o que se fará para a preservação da ordem pública”.
 

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