Crack já está presente em 84,4% dos municípios brasileiros

Um panorama sobre a presença do crack e outras drogas no Brasil, inclusive no aspecto internacional, e a apresentação do portal Observatório do Crack foram feitos pelo presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski. Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (7/11) de novembro, Ziulkoski mostrou os novos dados e expôs o portal que concentra a maior base de dados sobre as drogas nos Municípios brasileiros.


O estudo concentra informações do portal e da nova pesquisa elaborada com os gestores por telefone e, ao todo, soma dados de 4.430 Municípios. Dos contatados, 84,4% afirmaram que enfrentam problemas com a circulação de drogas em seu território e relataram as situações mais graves. Na primeira pesquisa divulgada em 2010, 98% dos pesquisados confirmaram a presença do crack.

A maioria dos que responderam as questões da CNM – 68% – indicou ocorrências com outras drogas além do crack; 90,7% consideram que o crack é o problema; e 93,9% registram existência de transtornos por causa da circulação do entorpecente.

“Atualmente, a questão do consumo de drogas ultrapassa a barreira de problema social, passa a ter desdobramento em diversas áreas da sociedade e tem sido tratada como uma grave questão de Saúde pública”, descreve o estudo. De acordo com as respostas, 63,7% dos Municípios têm impacto na Saúde por causa da presença deste mal.  

O segundo setor mais afetado é a Segurança. Quase 60% dos Municípios listaram vulnerabilidades na segurança. Entre elas: aumento de furtos e roubos, falta de policiamento em áreas de vulnerabilidade e crescimento da violência intrafamiliar, doméstica e rural.

A Educação é mais uma área diretamente atingida com a presença do crack, pelo o que indica o levantamento da CNM. Quase 38% das prefeituras apontam problemas. As queixas são preocupantes, e a mais incidente é o tráfico de drogas nas escolas por meio dos alunos.

No entanto, o levantamento não registrou apenas os problemas, mas também boas práticas e ações que deram certo em alguns Municípios. Uma sugestão de política de enfrentamento também consta no estudo e foi apresentada por Ziulkoski. Estruturar uma rede de atenção ao usuário, aplicar as ações voltadas à prevenção, capacitar profissionais para o tratamento de dependentes e incluir a sociedade civil nas políticas públicas são algumas das propostas. 

No estudo divulgado por Ziulkoski, existem dados sobre Conselhos Municipais Antidrogas (Comad), Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Centro de Atenção Psicossocial (Caps), Núcleo de Apoio à Saúde (Nasf) e Conselho tutelar.

Com informações do site http://www.cnm.org.br/
 

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