Combate ao crack tem que ser tratado como uma verdadeira guerra

O governo federal vai anunciar na quarta-feira (07/12) um amplo programa de combate ao crack. Deverá ser um programa que passará, sobretudo, por adoções de novas políticas de enfrentamento, considerando que o uso do crack já atinge pelo menos 98% dos municípios brasileiros e se tornou uma epidemia.

A presidente Dilma Rousseff reconhece que o tema crack é “um problema muito grave e estamos tomando várias medidas para o seu enfrentamento”.

A União, de fato, tem feito sua parte. Em junho último, o governo federal lançou o Plano Estratégico de Fronteiras, que integra, no combate ao tráfico e outros crimes, o Exército, Marinha, Aeronáutica, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Segurança Pública e Força Nacional de Segurança.

“Vamos somar esforços de todas estas forças de segurança para impedir a entrada de drogas no Brasil. Iniciamos em fevereiro e vamos qualificar, até o fim de 2011, em parceria com universidades, quase 100 mil profissionais para atuar, sobretudo, na prevenção ao uso de drogas, em especial junto a crianças, adolescentes e moradores de rua.
Esta ação é parte do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, lançado em 2010 e coordenado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas”, afirma a presidente Dilma, segundo o Blog do Planalto.

Recentemente, o Ministério da Saúde mudou as normas para o credenciamento das Comunidades Terapêuticas, que fazem atendimento aos dependentes químicos. O objetivo é ajudar a financiar essas instituições, que hoje respondem por uma parcela muito importante dos leitos disponíveis para internação de usuários de drogas, informa a presidente.

Os esforços do governo federal, entretanto, não podem se restringir a medidas sociais e educativas. A União tem que ajudar os estados a aumentar a repressão sobre os traficantes de drogas, principalmente os de crack.

O Brasil não exporta crack; o nosso País produz o crack, que é derivada da pasta base da cocaína. Qualquer bairro de nossas periferias possui pontos de vendas de crack. E, o mais grave, possui laboratório que faz o crack. Esta droga pode ser feita até no fundo de quintais, de maneira artesanal.

Por isso, a União e os governos estaduais têm, mais do que nunca, melhorar seu poder de ação contra quem produz e vende crack. A destruição dos locais de produção do crack tem que ser feita em massa. Precisa ser, primeiramente, localizadas e identificadas; depois, destruídas.

Deveria existir amparo na lei que permitiria o Estado tomar o imóvel onde a droga está sendo produzida. Medidas radicais, portanto, são necessárias. O País não pode tratar o crack apenas como uma doença, uma epidemia; tem que tratar como uma verdadeira guerra.

O inimigo comum são o produtor e o vendedor da droga. Eles é que devem ser destruídos.
 

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