Auditoria Militar adia interrogatório de sete oficiais acusados de irregularidades em contrato com faculdade particular

A juíza Rosa Elena Silverol, que está respondendo pela Vara da Auditoria da Justiça Militar do Espírito Santo, adiou o primeiro interrogatório dos sete oficiais da Polícia Militar, que seria realizado na sexta-feira (20/01), acusados pelo Ministério Público Estadual de cometer supostas irregularidades num contrato feito com uma faculdade particular. As irregularidades teriam dado um prejuízo de R$ 400 mil aos cofres públicos.


Os acusados são os coronéis Antônio Carlos Barbosa Coutinho, Adilson Silva Tolentino, Carlo Marx Siqueira Rocha, Carlos Aberto Gomes de Almeida Filho e Moacir Provedel, a tenente-coronel Sônia do Carmo Grobério e a tenente Hanne Cardoso de Rezende Zamprogno.

O adiamento ocorreu porque um dos coronéis que compõem o Conselho Especial de Justiça e seu suplente estão de férias e porque outros dois oficiais se julgaram impedidos porque foram eles que assinaram a denúncia, no âmbito do Inquérito Policial Militar, contra aos oficiais acusados. Uma nova data vai ser marcada para o interrogatório.

Os coronéis escalados para o Conselho Especial de Justiça foram Ronalt Willian de Oliveira, atual comandante geral da PM; Dejanir Braz Pereira da Silva; Anselmo Lima; e Eurijader Miranda Barcelos.

Nos autos do processo, a juíza Rosa Elena Silverol publicou na ata da audiência as seguintes informações a respeito do interrogatório:

“Realização do ato: Aberta a sessão, presentes o MM Juiz Auditor, o Conselho Especial de Justiça, o representante do Ministério Público, defensores e acusados. A MM. Juíza indagou ao Senhor 2º Juiz Militar sobre eventual impossibilidade de atuação do presente Conselho Especial de Justiça Militar, pelas seguintes razões: Ausentes o 3º Juiz Militar e o Suplente que encontram-se em gozo de férias, conforme consta às fls. 1710 e 1712 dos autos; O 1º Juiz Militar e o 4º Juiz Militar informaram sua suspeição de atuarem nestes autos, por serem denunciantes dos fatos narrados nestes autos, inclusive arrolados como testemunhas na denúncia, conforme ofício nº 018/2012, apresentado nesta data. Ante a documentação juntada aos autos, sobre os fatos acima apontados, ficou deliberada a impossibilidade de realização do ato e determinada a conclusão dos autos para ulterior deliberação. Nada mais havendo a ser registrado, lavrei a presente, após lida e achada conforme, fica devidamente assinada. Eu, , escrevente, digitei e subscrevi”.
 

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