Policial militar expulso por ordem da Justiça e condenado a 18 anos pela acusação de assassinato ganha Medalha de Bronze do Comando Geral da PM

O comandante geral da Polícia Militar do Espírito Santo, coronel Ronalt Willian, contrariando o decreto que criou o Regulamento de Medalha Valor Policial Militar, acaba de assinar autorização que presta homenagem e concede ao soldado PM  Erivelton de Souza Pereira, o Diabo Loiro, a Medalha de Bronze por seus 10 anos de serviços prestados à corporação. Dois meses antes da homenagem, Diabo Loiro foi condenado pelo Tribunal do Júri de Vitória a 18 anos de prisão em regime fechado pela acusação de assassinato e ainda à perda da função.

De acordo com oficiais que mantiveram contato com o Blog do Elimar Côrtes, a homenagem a Diabo a Loiro e a outros vários policiais militares – entre oficiais e praças – foi publicada no Boletim do Comando Geral (BCG) no dia 29 de dezembro de 2011. A sentença contra ele foi assinada pelo juiz Marcelo Cunha, da 1ª Vara Privativa do Júri de Vitória, no dia 4 de novembro.

O PM Erivelton, o Diabo Loiro, foi condenado pela acusação de participar do assassinato do lavador de carros Pedro Nacort Filho, crime ocorrido há 12 anos, no Centro de Vitória. No mesmo julgamento, outro colega de farda de Diabo Loiro foi absolvido.

Pedro era filho da dona-de-casa Maria das Graças Nacort, que se tornou um dos símbolos da luta contra a violência e pelo fim da impunidade no Espírito Santo. Após a morte do filho, ela fundou a Associação de Mães e Familiares Vítimas da Violência (Amafavv).

No mesmo Boletim em que concede aos militares Medalhas “Valor Policial Militar”, o comandante Ronalt Willian também é agraciado. O comandante geral levou a Medalha de Ouro, por seus 28 anos de serviço na corporação.

Ainda no mesmo Boletim, o comandante Willian recusa a conceder ao policial Erivelton, o Diabo Loiro, Medalha de Prata, por causa de uma sindicância que ele respondeu no aditamento número 21, de 22 de maio de 2001.

O policial Erivelton, o Diabo Loiro, ganhou o direito de recorrer à decisão do Tribunal do Júri de Vitória em liberdade. Portanto, enquanto o recurso não transitar em julgado, ele pode ficar solto e continuar trabalhando na PM. Atualmente, ele está lotado na Rotam.
 

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