Especialização de jornalistas da área policial começou tarde demais

O seminário “Segurança e vida cotidiana nas grandes cidades da América Latina” foi encerrado, na tarde de quarta-feira (29/02), no Rio, com o painel “Jornalismo investigativo sobre segurança urbana e crime organizado na América Latina”. Marcelo Beraba, diretor da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), disse que a especialização dos repórteres das editorias de Polícia na imprensa brasileira ocorreu tardiamente.


“Os jornais foram obrigados a iniciarem uma especialização nas editorias de Economia nas décadas de 70 e 80. Em seguida, foi a vez das editorias de Ciência e Meio Ambiente. O investimento dos jornais na capacitação dos repórteres que cobrem segurança pública é recente”, disse Marcelo Beraba.

Ele afirmou que ainda falta transparência nos dados relativos à segurança pública no Brasil, apesar da aprovação, ano passado, da Lei da Transparência, que obriga dos órgãos públicos a abrirem seus bancos de dados aos cidadãos.

Em seguida, Carlos Dada, diretor do jornal “El Faro”, de El Salvador, mostrou uma reportagem, em vídeo, que revela de que forma a maconha e a cocaína consumidas por salvadorenhos entram no país. A reportagem também apontou políticos e empresários suspeitos de envolvimento com o tráfico.

O painel foi concluído por Mónica González, jornalista chilena, diretor do Centro de Investigação e Informação Jornalística (Ciper), que ressaltou que uma das principais causas para a violência nos países da América Latina é a impunidade.

Fonte: Site do jornal Extra.

 

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