Falta de polícia nas ruas de Vila Velha desgasta prefeito Neucimar Fraga


Mesmo tendo sido o prefeito que mais investiu em segurança pública – a partir de janeiro de 2009, quando tomou posse –, o prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga (PR), amarga altos índices de rejeição, segundo pesquisa publicada nesta terça-feira (20/03) em A Gazeta. Em recente reunião emergencial do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), o prefeito cobrou a presença de mais policiais nas ruas, mas seu pedido naquele momento foi em vão, porque a maior autoridade da PM no município não foi à reunião: a comandante do 4° Batalhão (Vila Velha), tenente-coronel Sônia Grobério, mandou representante ao encontro, mesmo com o município vivendo dias de tragédias – com latrocínios em plena luz do dia.


Por meio de um programa de videomonitoramento, implantado por seu secretário de Defesa Social, Ledir Porto, Neucimar investiu pesado na segurança. O prefeito  gasta por mês cerca de R$ 6 milhões do orçamento do município na segurança pública.

O reflexo da ausência da polícia nas ruas de Vila Velha vem agora, com o resultado da pesquisa de A Gazeta, que coloca Neucimar com o maior índice de rejeição entre os possíveis candidatos à sua sucessão, com 32,2% dos entrevistados, na menção estimulada. Ou seja, o caminho para Neucimar tentar a reeleição começa a se complicar.

Nos últimos dias, Vila Velha foi palco de uma séria de acontecimentos na área da “in”segurança pública. Comunidades inteiras se trancaram com medo de assaltos e homicídios, que passaram a acontecer em plena luz do dia.

Num sábado à tarde, um jovem foi assaltado e assassinado a tiros na Prainha; dois dias depois, também com a luz do sol sobre o município, uma jovem empresária levou um tiro a queima roupa na cabeça, disparado por um assaltante, que lhe roubou a bolsa com dinheiro, no bairro Itapoã.

A onda de violência, além de mexer no “ibope” do prefeito e desestabilizar seu projeto em busca da reeleição, acendeu a luz vermelha e provocou uma reunião emergencial do GGIM, na sede da Prefeitura de Vila Velha, em Coqueiral de Itaparica.

A reunião, ocorrida na quarta-feira passada (14/03), mostrou bem o clima de insatisfação de Neucimar Fraga com a cúpula da segurança pública do Espírito Santo.

O prefeito teria, segundo pessoas que participaram da reunião, atribuído à gestão atual da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) o desaparecimento da Polícia Militar das ruas de Vila Velha.

A comandante do 4º Batalhão da PM (Vila Velha), tenente-coronel Sônia Grobério, não compareceu à reunião, mesmo levando em conta que o encontro aconteceu dois dias depois da tragédia em Itapoã, quando uma empresária foi baleada na cabeça por assaltantes. A oficial estava em outra reunião, na Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp).

O subcomandante do 4° BPM, major Tomazelli, que a substituiu no GGIM, contra argumentou à fala do prefeito, tentando justificar o que é óbvio: não existe policiamento suficiente para proteger os cidadãos da Região Metropolitana da Grande Vitória; e Vila Velha é um dos municípios que mais sofrem com a ausência da polícia nas ruas.

Na reunião, o major explicou que atualmente o 4° Batalhão tem um efetivo de 550 policiais, mas somente 35 fazem o patrulhamento noturno de todos os bairros, ruas, avenidas e zonas rurais de Vila Velha. Ou seja, é impossível...

Membros do Ministério Público – que faz parte do GGIM – participaram da reunião e também questionaram a ausência de uma política pública consistente para garantir a segurança da população de Vila Velha.

O major Tomazelli, garantiu, entretanto, que a PM tenta fazer sua parte. Garantiu que a “Polícia Militar não é covarde e não foge ao embate”. 
 

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