Os planos da Polícia Militar para reduzir a violência em...Niterói

A Polícia Militar vai unir forças para fechar as principais rotas de fuga de bandidos que têm ameaçado a segurança de quem mora em Niterói, região do Grande Rio. Homens do 12BPM (Niterói), 7° BPM (São Gonçalo), Batalhão Florestal e Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual vão montar um espécie de cinturão de segurança, como uma das medidas para conter a onda de violência.


A ideia é ter blitzes regulares e fixas nas principais acessos à cidade. O plano remete a um outro anunciado em 2009 pela prefeitura, de instalar pórticos nas entradas e saídas do município, onde PMs ficariam baseados 24 horas por dia. O projeto, no entanto, não saiu do papel por falta de verba.

Em meio a um clima ainda maior de insegurança instaurado na cidade, depois de um fim de semana violento em que um médico foi assassinado, em Icaraí, um jovem baleado e a mulher de um vereador ter sofrido um sequestro relâmpago no Ingá, os governos estadual e municipal anunciaram uma série de medidas para dar mais tranquilidade à população.

“Há uma clima de insegurança que só será combatido com o policial na rua. Estamos em fase final do planejamento de ações táticas em conjunto com os batalhões vizinhos e o comando regional para fazer o que chamamos de fechamento de área”, afirma o comandante do 12º BPM (Niterói), coronel Wolney Dias.

Apesar de não confirmado pela Polícia Militar, fontes da corporação adiantaram que pelo menos quatro pontos de patrulhamento serão fixos: no Barreto (local ainda não definido); na Avenida João Brasil, no Fonseca; na Estrada Velha de Maricá, em Maria Paula; e na Rodovia Amaral Peixoto (RJ-104), na altura do Caramujo.

Para Astério Pereira dos Santos, procurador de Justiça e ex-comandante do 12° BPM nos anos de 1986 e 1987, o cinturão de segurança é melhor alternativa a curto prazo:

“Emergencialmente, ter equipes nas principais vias de acesso à cidade já inibe possíveis ações de bandidos que migram de outras cidades para cometer crimes em Niterói. Eles não querem correr riscos e pensam nas blitzes na hora de agir”.

Além disso, a unidade está criando equipes específicas para atuar em outras áreas da cidade, com o objetivo de estreitar os convívio da PM com a população. O Pé Pequeno, que recentemente registrou três assaltos a residências, será a primeira região beneficiada.

O vereador Renato Cariello (PDT), presidente da Comissão de Segurança da Câmara Municipal, defende o plano:.

“A proximidade da corporação com a população é fundamental para diminuir essa sensação de insegurança que a cidade vive. O que afasta bandido é policial na rua”, disse o vereador.

Outra medida anunciada na última segunda-feira (02/04) é a transferência de 100 recrutas para o Batalhão de Niterói, aumentando o efetivo de 700 para 800 homens para patrulhar Niterói e Maricá. Quarenta policiais do Batalhão de Choque estão, emergencialmente, patrulhando as ruas da cidade. O 12º BPM (Niterói) criou ainda uma cartilha para orientar a população sobre como identificar ações suspeitas e como proceder em caso de assaltos.

Já a prefeitura anunciou a contratação de até 200 policiais militares em período de folga e anunciou a retomada do monitoramento das ruas através de câmeras de segurança.

A migração de bandidos de comunidades cariocas ocupadas por Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) para Niterói é a principal queixa da população.
A polícia custou a admitir essa transferência, as investigações hoje indicam que traficantes da Mangueira teriam tomado as comunidades do Preventório, Grota e Viradouro. Já bandidos do Complexo do Alemão se abrigaram no Caramujo. E os da Maré teriam ido para o Cavalão, em Icaraí.

Segundo dados do Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio, se comparados janeiro e fevereiro deste ano com os de 2011 houve um aumento da violência em Niterói. Os roubos de veículos aumentaram 49,7%, de 384 para 575; os roubos a residência 48,6%, de 35 para 52; os roubos a estabelecimentos comerciais: 24,2%, de 99 para 123; e os roubos a transeuntes 14,5%, de 1.121 para 1.284.

Desde a fusão dos estados do Rio de Janeiro com a Guanabara, em 1974, o efetivo da Polícia Militar em Niterói foi reduzido em 75% - havia cerca de 3.200 homens contra os 800 de hoje, já contando com os cem recrutas prometidos, na semana passada, pela Secretaria estadual de Segurança Pública para integrar o 12 BPM. Neste mesmo período, a população passou de 323.471 para 487.562, um aumento de 50%.

A perda, contudo, não foi da noite para o dia. Segundo Astério Pereira dos Santos, procurador de Justiça e ex-comandante do 12° BPM na década de 80, em sucessivas políticas do governo do Estado, a região conhecida como Grande Niterói (Niterói, Maricá e São Gonçalo) foi perdendo espaço dentro da estrutura organizacional da PM.

Ainda na década de 70, logo após a fusão, lembra o procurador, foram transferidos para o Rio de Janeiro a Ala de Cavalaria, o Batalhão de Choque, a Companhia de Trânsito e a Companhia Escola do Fonseca.

No início dos anos 90, o então governador Leonel Brizola transferiu o 11° BPM de Neves, em São Gonçalo, para Nova Friburgo, aumentando a área de atuação da unidade de Niterói.

Em 2008, a Escola de Formação de Oficiais e o Grupamento Aeromarítimo tem seus efetivos reduzidos, e o número de homens na unidade chega ao ponto mais crítico, com apenas 500 policiais para Niterói e Maricá.

Fonte: Site de Notícias Yahoo.

Nota do Blogueiro:


Com planejamento, a Polícia Militar do Espírito Santo também poderia copiar esse modelo, digamos, emergencial que Niterói está adotando. Temos aqui unidades especializadas que poderiam ir para as ruas, no mesmo estilo do cinturão de segurança de Niterói, como o Batalhão de Missões Especiais, o Regimento de Polícia Montada e o Batalhão de Polícia Ambiental. O momento exige dedicação de todos.

 

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