Traficantes que mataram policiais militares covardemente vão a julgamento em São Mateus

Começa no dia 17 deste mês o julgamento da quadrilha de traficantes que matou, de forma covarde, dois policiais militares durante resgate do chefão de tráfico da região. O crime ocorreu há quase sete anos. Os militares foram executados com tiros de pistola na cabeça.

Os policiais mortos são o sargento Adalberto da Cunha Júnior, 47 anos, e o cabo Altamiro Paulino Sodré, 43. Os dois foram cercados e assassinados quando levavam o chefão do tráfico, em uma viatura a Polícia Militar para uma clínica dentária. O bandido já cumpria pena por tráfico. A sociedade espera que haja um julgamento justo e digno. Júnior e Sodré eram dois policiais militares que honravam a farda e que morreram defendendo a sociedade.

Os acusados de matarem os dois militares e que vão a júri popular são Marcionílio Rodrigues de Paula, Flávio Correia Cristal, Renato Gomes Rodrigues, Ediana Lacerda Machado, Katiana Cristine Sales e Michele Guimarães Freire.

O juiz Jorge Vaccari, da 2ª Vara Criminal de São Mateus, dividiu o julgamento em duas etapas. Nos dias 17 e 18 de abril acontecerá a primeira fase do julgamento; já nos dias 24 e 25 será a segunda etapa do júri. No decorrer dos próximos dias, a 2ª Vara Criminal divulgará que réus estarão em cada etapa do julgamento.

O sargento Júnior e o cabo Sodré integravam o quadro de associados da  Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado do Espírito Santo (ACS/PMBM/ES):

“Desde os primeiros momentos após a tragédia, a ACS/ES está lutando para que haja um julgamento justo dos acusados”, disse o cabo Roberto Caetano, vice-presidente da entidade.

Viúva do cabo Sodré, Maria Lucimar Goltara aguarda com expectativa a realização do julgamento dos acusados. “A melhor forma de se fazer justiça é o julgamento dos réus”. disse Lucimar.

No dia 9 de dezembro de 2005, a Polícia Civil pediu à Polícia Militar que enviasse uma guarnição para buscar Marcionílio, que estava preso no cadeião da cidade – depois de ter sido condenado por tráfico –, que funcionava anexo ao Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de São Mateus.

A intenção era levar Marcionílio, que estava preso por tráfico de drogas, a um consultório dentário. O preso alegou que estava com problema dentário, mas o consultório a que foi levado era de um dentista prático.

Ao chegarem ao consultório, porém, o sargento Júnior e o cabo Sodré foram interceptados por bandidos armados de pistolas, que atiraram nos policiais e os mataram.

Os criminosos resgataram Marcionílio, mas logo em seguida outras equipes da PM entraram em ação e cercaram as principais ruas do centro de São Mateus. Um dos bandidos foi morto na troca de tiros e os demais acabaram sendo presos.

Marcionílio confessou que havia tramado o resgate por intermédio de telefone celular que foi entregue para ele dentro do DPJ de São Mateus e em encontros pessoais que mantinha com sua mulher, Ediana, que o visitava quase que diariamente no DPJ.

Em agosto de 2011, a Justiça condenou, em primeira instância, o Estado do Espírito Santo a pagar indenização mensal às famílias do sargento Júnior e do cabo Sodré. Mais informações sobre a indenização no link http://elimarcortes.blogspot.com.br/2011/08/decisao-inedita-estado-e-condenado.html
 

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