Capixaba é advogado de Dadá, o araponga de Carlinhos Cachoeiro


O advogado do ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, apontado pela Polícia Federal como araponga do bicheiro Carlinhos Cachoeira, é o capixaba Leonardo Gagno. Leonardo é filho do também advogado José Maia Ramos Gagno, que já chegou a responder processo na  Justiça Federal por supostas ligações com Francisco Marcelo Queiroga, o todo ex-poderoso dono do antigo Bingão Real.


Marcelo é irmão do empresário José Olímpio de Queiroga Neto, sócio de Carlinhos Cachoeira em atividades ilegais em Goiânia e no Distrito Federal. O Super Bingão Real era apontado pelo Ministério Público Federal como braço financeiro do jogo do bicho no Espírito Santo.

Na segunda-feira (04/06), Dadá, que estava preso no Quartel do Comando da Aeronáutica em Brasília, foi solto por ordem judicial. Seu advogado, o capixaba Leonardo Gagno, admitiu ao site G1 que o cliente prestava serviços de informante para o bicheiro preso Carlinhos Cachoeira, acusado de chefiar esquema de jogos ilegais e corrupção, mas negou que ele fizesse algo ilegal na função.

Dadá foi preso pela Polícia Federal em fevereiro durante a operação Monte Carlo. Ele é acusado de ser um espião que atuava com grampos ilegais a serviço do bicheiro Carlinhos Cachoeira, que está detido na penitenciária da Papuda, em Brasília.

Na segunda-feira, a terceira turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) decidiu soltar o ex-sargento.
O advogado capixaba detalhou como Dadá trabalhava para Cachoeira.

"O que foi encontrado nos áudios era que ele [Dadá] recebia R$ 5 mil pelos serviços. Ele era o informante. Ele sempre prestou serviço ao Cachoeira, de busca de informações, mas nunca foi um serviço ilegal", afirmou Leonardo Gagno, segundo o G1.

Marcelo e Olímpio chegaram ser acusados de mandar matar dois assaltantes em Vila Velha. Em 2004, Wismar e Wisman Branardo da Silva teriam sido assassinados logo depois de invadir o apartamento de Marcelo e roubar jóias estimadas em mais de R$ 100 mil. O crime foi em 18 de fevereiro de 1999.


Marcelo Queiroga chegou a ser preso em Vitória pela acusação de desvio de dinheiro de contas do Banestes para financiar atividades de bingos no Espírito Santo.

De acordo com Ministério Público Estadual, Marcelo Queiroga, junto com os irmãos Raimundo Washington Queiroga, José Olimpio Queiroga e com os sócios Elyon Álvares Moreira e Ederson Marcelo Lemos teriam desviado cerca de R$ 140 mil de contas particulares e mais de R$ 300 mil de verbas públicas do Banestes para financiar atividades de bingo televisivo no Estado. Os dois irmãos já foram convocados para depor na CPI do Cachoeira.

 

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