Coronel condenado pela Justiça Federal vai ser julgado pelo Conselho de Justificação da Polícia Militar


O coronel da reserva Carlos Augusto de Oliveira Ribeiro vai ser julgado pelo Conselho de Justificação da Polícia Militar do Espírito Santo. A determinação é do governador Renato Casagrande, em ato publicado no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (27/06).


No ato, o governador nomeia os seguintes oficiais da ativa para julgar o coronel Carlos Augusto: os coronéis João Henrique de Castro Cunha (presidente ), Leonardo Marchezi dos Reis (interrogante e relator) e Isson Feu Pereira Pinto Filho (escrivão).

O coronel Carlos Augusto, que é integrante da diretoria da Aspomires, está indo a julgamento no Conselho de Justificação porque foi condenado pela Justiça Criminal Federal em uma ação movida contra ele, em 2004, pelo Ministério Público Federal. Trata-se do processo número 2004.50.01.008130-7, da 1ª Vara Federal Criminal e é uma condenação por crime tributário. O coronel corre o risco de perder a patente, caso este seja o entendimento dos oficiais que vão compor seu Conselho de Justificação.

O coronel Carlos Augusto, 67 anos, sempre esteve no meio de polêmicas. No governo de José Ignácio Ferreira, ele chegou a ficar em prisão domiciliar por defender greve de policiais militares durante discurso que fez numa assembleia geral de servidores públicos.

Mais recentemente, ele escreveu e lançou o "Espírito Santo - a outra face da verdade", em que afirma estar dando uma “visão da Polícia Militar” sobre o assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, ocorrido em 24 de março de 2003 em Itapoã, Vila Velha. O coronel sustenta que o crime não foi de mando, mas resultado de um latrocínio (assalto  seguido de morte).

No livro, o coronel informa também que o lançamento da sua obra  é uma resposta ao livro "Espírito Santo", de autoria de Rodney Miranda, ex-secretário Estadual de Segurança e atualmente deputado estadual, do juiz Carlos Eduardo Ribeiro Lemos e do sociólogo Luiz Eduardo Soares.

Por conta de seu livro, o coronel Carlos Augusto também responde a um processo por injúria e difamação.

 

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