Júnior Fialho, um sindicalista à frente de seu tempo


Eu não voto, porque não sou policial civil. Mas, como cidadão e jornalista, acompanho há quase 20 anos a luta do investigador de Polícia Civil Júnior Fialho em favor de uma melhor segurança pública no Espírito Santo. Fialho é uma das raras exceções no mundo do sindicalismo nacional. Ele tem coragem de ir a público denunciar ou mostrar o que está errado na segurança pública e, sobretudo, na instituição que abraçou, a Polícia Civil.

Graças à coragem e determinação de Fialho a sociedade capixaba tomou conhecimento, há anos atrás, dos milhares de inquéritos relativos a assassinatos sem solução na Polícia Civil. Verdade que só veio à tona agora, com a decisão do Conselho Nacional do Ministério Público, do Ministério da Justiça e do Conselho Nacional de Justiça de exigirem dos Estados a apuração dos crimes.

Fialho foi o único sindicalista da área policial a ter coragem de revelar que milhares de mandados de prisão estão parados na Polinter capixaba há décadas. São mais de 40 mil mandados. Verdade que só veio à tona agora com a transparência com que o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Henrique Herkenhoff, gerencia o setor.

Foi graças à coragem e determinação de Júnior Fialho que o Brasil e o mundo tomaram conhecimento que no governo de Paulo Hartung presidiários eram alojados dentro de containers. Denúncia dele acabou com esse tipo de masmorra e que feria os direitos humanos dos presidiários.

Graças à coragem de Fialho o governo do Estado acabou de vez com as chamadas carceragens que existiam dentro dos Departamentos de Polícia Judiciária (DPJs) e delegacias, construindo, como é de sua obrigação, cadeias para onde os presos têm que ir. Os DPJs, em vez de atender ao público, viviam superlotadas de presos, colocando em risco a vida dos policiais.

Jovens investigadores que não enfrentaram essa luta jamais vão entender o que Filho representa não só para a Polícia Civil, mas, principalmente, para a sociedade capixaba.

Portanto, Júnior Fialho é um sindicalista à frente de seu tempo: defende os interesses de sua categoria, mas não esquece de seu principal cliente, que é a população.

Em tempo: quarta-feira (20/06) é dia de eleição para diretoria da Associação  dos Investigadores e Sindicato dos Investigadores do Espírito Santo. Júnior Fialho, atual presidente, concorre à reeleição. O outro candidato é o também competente investigador Hebert Miranda. A votação será das 8 às 17 horas, no auditório da Polícia Civil, na Reta da Penha. Não haverá urna itinerante. Portanto, quem  quiser votar tem que ir à Chefatura.

 

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