Policial militar que matou a esposa na frente do filho agora sofre de insanidade mental e vai para ao Manicômio


Na noite de 4 de julho de 2011, o policial militar Carlos  Magno Feu Júnior matou com três tiros sua esposa, a jovem Juliana de Jesus Santos, 21, na frente do filho do casal, no balneário de Nova Almeida, na Serra. Carlos Magno Feu já exercia a profissão de policial pelo menos há cinco anos (ele é da turma de 2006). Foi preso e, cinco meses após assassinar a mulher, a Medicina descobre que Carlos Magno Feu Júnior  sofre de insanidade mental. Era normal para vestir a farda da briosa Polícia Militar do Espírito Santo, normal para matar a esposa e fugir com o filho, então de 11 meses, mas para ser punido, ele é “débil mental”.


Em 9 de setembro de 2011, a Justiça já havia decidido processar Carlos Magno Feu pelo assassinato da mulher, conforme consta nos autos do processo assinado pela então juíza da 3ª Vara Criminal da Serra, Carmem Lúcia Correa:

“CARLOS MAGNO FEU JUNIOR foi denunciado por infração ao art. 121, §2º, incs.I e IV, do Código Penal, porque, segundo a denúncia, em 04-07-2011, por volta das 23:50 horas, no bairro Nova Almeida, nesta Comarca, o acusado matou a tiros sua companheira JULIANA SANTOS, após uma série de violências físicas que levou a vítima a sair de casa. Nos termos da denúncia, o crime foi praticado por motivo torpe, vingança, e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima.”

“A denúncia preenche os requisitos de lei e a recebo. Cite-se para que ofereça defesa preliminar no decíduo legal. Se não encontrado para citação pessoal, cite-se por edital. Com a defesa preliminar, abra-se vista ao IRMP. Se for citado pessoalmente, não oferecer defesa preliminar, e não houver advogado constituído nos autos, ao defensor público."

"A denúncia está ampara em depoimentos de testemunhas e confissão do réu. Trata-se de mais um crime de gênero, de consequências previsíveis e anunciadas, posto que, várias foram as "queixas" da vítima contra os atos de brutalidade levadas a efeito pelo marido, que continuou suas atividades junto à polícia militar normalmente, portando arma de fogo, até ceifar a sua vida. A personalidade violenta e descontrolada do acusado está evidenciada pelas circunstâncias do crime e pelos informes de f.68. Então, dúvida não há de que a liberdade do réu representa descrédito para a Justiça, põe em risco a ordem social e pode trazer prejuízos a instrução criminal, posto que, as testemunhas ainda não foram ouvidas em juízo, não sendo razoável que tenham a necessária tranquilidade para depor encontrando-se o réu em liberdade.
Presentes os requisitos do art.312 e do art.313 do CPP, DECRETO A PRISÃO PREVENTIVA DE CARLOS MAGNO FEU JUNIOR. EXPEÇA-SE O MANDADO DE PRISÃO E ENCAMINHE-SE CÓPIA AO COMANDANTE DA POLÍCIA MILITAR PARA IMEDIATO CUMPRIMENTO. AINDA, DETERMINO QUE, QUALQUER ARMA DE FOGO DA POLÍCIA MILITAR OU PARTICULAR EM PODER DO RÉU SEJA DE IMEDIATO APREENDIDA. EXPEÇA-SE MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO E ENCAMINHE-SE A DHPP PARA IMEDIATO CUMPRIMENTO.”

Espertos, os advogados de Carlos Magno Feu agiram rápido. Dias depois, conseguiram levar o soldado a exames de insanidade mental e um laudo, comprovando a existência da doença, foi assinado por um psiquiatra forense. Os advogados ainda queriam que Carlos Magno fosse solto pela Justiça. No dia 5 de dezembro de 2011, a juíza Carmem Lúcia, com base em laudos médicos,  tomou a seguinte decisão:

“Defiro a instauração de incidente de insanidade mental, que deverá ser autuado em apenso. Nomeio o patrono do réu como seu curador. Intimem-se as partes para que apresentem seus quesitos e oficie-se ao HCTP requerendo data para o exame psiquiátrico. Defiro as demais provas requeridas pelas partes e suspendo o curso do processo até a realização do exame pericial. Em relação ao pedido de revogação do decreto de prisão preventiva, reitero os termos da decisão de f. 79v e acolho os fundamentos do Ministério Público, f. 130 a 131, para manter o decreto de prisão.”

Carlos Magno era casado com Juliana de Jesus Santos há dois anos e, segundo a mãe da jovem, as ameaças e agressões eram constantes.

"Ele dava socos, chutes que ela me contou. Uma vez ela deu um tapa nele e ele a machucou. Ela foi lá em casa com o olho inchado e falou que tinha se machucado no serviço. Eu disse para ela falar a verdade e ela confessou que ele tinha a machucado", disse Eliene Maria de Jesus, mãe da vítima, segundo o site Folha Vitória, na ocasião do crime.

De acordo com a mãe de Juliana, o motivo para tanta violência era ciúmes. "Aconselhei, falei para ela largar ele. Eu chorava, tinha um presentimento muito ruim com esses dois", contou.

O policial teria assassinado a mulher após mais uma briga. Momentos antes, Juliana teria chegado em casa dizendo que tinha registrado mais uma denúncia de agressão contra ele na Corregedoria da Polícia Militar. Irritado, o soldado teria efetuado os disparos e fugido, levando o filho do casal de onze meses. Pobre Juliana.

Enquanto ela morreu e o filho ficou órfão, seu marido-assassino está no Manicômio Judiciário. Daqui a pouco, quando se submeter a novos exames e mostrar que está “curado da insanidade mental”, ele volta às ruas.

E, quem sabe, com a mesma farda e arma que usava da Polícia Militar. São as leis brasileiras! Fazer o quê, se a classe política (responsável pela elaboração de leis) só olha para seu próprio umbigo? Ou melhor, bolso ou cofres ou colchão!!!



 

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