Coronéis do Alto Comando da PM vão avaliar e sugerir mudanças no atendimento do Ciodes


Em meio a pesadas e justas críticas do desembargador Willian Silva ao mau atendimento do Centro Integrado de Operações e Defesa Social (Ciodes 190), o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Henrique Herkenhoff, decidiu com convocar três coronéis do Alto Comando da Polícia Militar para avalia e sugerir melhorias ao  Ciodes.

Os coronéis José Bellinazzi de Andrade, Leonardo Marchezi dos Reis e João Henrique de Castro Cunha vão compor a Comissão para Estudos de Avaliação e
Melhorias no Ciodes, que é ligado à Sesp.

Os jornais A Tribuna e A Gazeta desta sexta-feira (3/08) traz um desabafo do desembargador Willian Silva, que constatou o mau atendimento por parte de atendentes do Ciodes.

Este mau atendimento possibilitou que uma quadrilha rendesse e assaltasse uma médica na última terça-feira (28/08), mesmo com o desembargador tendo ligado para o 190 e tentado informar à atendente que um veículo (onde estava a médica) estava sendo perseguido por supostos bandidos.

"São pessoas totalmente despreparadas que atendem no Ciodes. É um serviço do governo terceirizado de uma empresa e alguém, sem preparo algum e que não é um policial, escolhe o que é prioridade para o atendimento. Você, desesperado, liga e tem que responder a um questionário enorme enquanto uma vítima morre", disse o desembargador Willian Silva, segundo A Gazeta.

O  magistrado testemunhou, na última terça-feira, um assalto a uma médica em pleno sinal vermelho da Rodovia Norte-Sul, próximo à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Carapina. Ela chegava à unidade de saúde para mais um dia de plantão - o caso foi publicado em A GAZETA e reconhecido pelo magistrado.

Willian Silva ligou para o Ciodes pedindo socorro, mas afirma que não foi atendido mesmo após descrever toda a situação presenciada. "Nós estamos totalmente desprotegidos no socorro imediato. Eu me senti desprotegido porque fui atendido por gente despreparada", diz.

Ainda de acordo com A Gazeta, na quinta-feira (30/08), após a sessão do Pleno do Tribunal de Justiça, o desembargador contou que seguia, às 19h da terça, para o clube da Amages (Associação dos Magistrados do Espírito Santo) no carro de seu assessor, que, parado no sinal, olhou para trás e viu "vários homens armados" rendendo a médica.

"Meu assessor viu aquilo e ficou desesperado. Liguei para o 190 às 19h36 e fiquei três minutos me identificando. Pedi para chamarem a Polícia, me identifiquei como desembargador. O atendente falou que iria me dar um retorno, mas até hoje estou esperando", critica. O assessor do magistrado seguiu o carro, que imediatamente "saiu ultrapassando a mil por hora" até não mais ser visto, porque ônibus impediram a visão do desembargador.

Pelo jeito, os coronéis José Bellinazzi, Leonardo Marchezi e João Henrique vão ter muito trabalho.

 

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