ACS/ES se moderniza e muda a história de luta dos militares estaduais capixabas

A Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiro do Espírito Santo (ACS/ES) vive, há nove anos, uma nova era. Desde que o então soldado Carlos Roberto Caetano foi eleito em 2003 para assumir a direção da entidade em janeiro de 2004, a ACS/ES se modernizou, mudou a linguagem e o tom na hora de brigar pela categoria e, assim, viu serem abertas as portas da sociedade – governo e entidades civis – para apresentar suas bandeiras de luta.

Roberto Caetano presidiu a ACS/ES de janeiro de 2004 até final de dezembro de 2009, quando foi substituído por Jean Ramalho. Com Caetano, a entidade iniciou a primeira fase de reestruturação.

Com a ajuda de sua diretoria, Roberto Caetano e, posteriormente, Jean Ramalho melhoraram a administração da entidade, quitaram dívidas herdadas de diretorias passadas, reformaram sedes recreativas e tornaram mais fácil o acesso do associado à entidade.

Caetano e Ramalho ainda informatizaram todos os setores na entidade e criaram a uma página na internet, www.acspmbmes.com.br, um dos principais veículos de comunicação entre a entidade e seus associados.

Antes, os dirigentes da ACS/ES tinham dificuldade em fazer parcerias e convênios com empresas privadas. Hoje, já com sua administração modernizada, a entidade firmou convênios com faculdades e escolas particulares, empresas de seguro, Sesc e até uma multinacional no ramo de lanches e alimentação.

Ainda com Roberto Caetano, a entidade conseguiu, pela primeira vez, negociar suas reivindicações diretamente com o então governador Paulo Hartung, que literalmente abriu as portas do Palácio Anchieta para os dirigentes de classe dos policiais militares, além de determinar aos seus secretários que fizessem o mesmo.

Antes desse período, os dirigentes da ACS/ES não conseguiam sequer se aproximar do governador. No máximo, eram atendidos pelo comandante geral da PM ou do Corpo de Bombeiros. Anteriormente a esta fase, a ACS/ES teve importantes dirigentes, como seu fundador, cabo Jackson Freitas, e Cabo Camata.

A diretoria da ACS/ES, nos dia de hoje, tem bom trâmite político com o próprio governador Renato Casagrande, com quem já se reuniu em várias oportunidades e consegue conversas rápidas, porém importantes, em eventos e inaugurações.

Com a credibilidade que conquistaram, dirigentes da entidade estão tendo a reciprocidade do governador, que está cumprindo com todos os compromissos assumidos com a ACS/ES.Eles ainda se reúnem com secretários de Estado ou técnicos do governo para apresentar projetos de lei que melhoram a vida dos militares estaduais e discutem de igual pra igual, por serem hábeis e conhecedores do Direito e da Legislação Militar.

Jean Ramalho assumiu a presidência da entidade para o triênio 2010/2012. Manteve a estratégia e o modernismo de seu antecessor e foi mais além: conseguiu, por duas vezes, fazer com que o governo aprovasse a reestruturação do Quadro Organizacional da PM e do Corpo de Bombeiros.

Recentemente, graças a projetos de lei elaborado pela ACS/ES, demais entidades de classe dos militares e pela Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa, o governador Renato Casagrande assinou lei que permitiu a promoção de mais de 3 mil militares, entre oficiais e praças.

A entidade vive, agora, outro processo eleitoral. No dia 19 de setembro tem eleição para a nova diretoria e para o conselho deliberativo. Em campanhas  anteriores a situação da ACS/ES era tão difícil – por causa do desgaste de seus dirigentes e da má administração –, que teve um pleito em que mais de 10 chapas se candidataram para disputar a eleição.

Desta vez, até uma semana atrás, havia somente uma chapa, a encabeçada pelo cabo Flávio Gava, que faz parte da atual diretoria desde o início de sua modernização, em 2004. Exerceu o cargo de diretor Jurídico por dois mandatos e atualmente é 2º Tesoureiro.

Uma segunda chapa, entretanto, entrou no páreo, sendo encabeçada pelo cabo Fernando Vinícius Chagas Almança. Ele não está sozinho nesta que é considerada por parte de alguns especialistas em eleições de entidades de classe dos militares estaduais como uma grande aventura.

Com o aguerrido Fernando Almança estão na chapa:  Vice presidente, Jairo Nielson Costa; 1º Secretário, Bruno Cesar Neiva Bastos; 2º Secretário, Wesley Cornélio Dias; 1º Tesoureiro, Renato Martins Conceição; 2º Tesoureiro, Roseana do Carmo Gomes; Diretor Jurídico: Angelo Teixeira de Siqueira; Diretor de Pessoal, Vinícius Godinho Pereira; Diretor Social e de Relações Públicas, Sandro de Paula Almeida.

A Chapa 01, encabeçada pelo Cabo Flávio Gava tem os seguintes integrantes: Vice-presidente, Júlio Maria Fernandes de Araújo; 1º Secretário, Carlos Roberto Caetano; 2º Secretário, Izoete Gonçalves Filho; 1º Tesoureiro, Edvaldo Pereira; 2º Tesoureiro, Ailton Antônio de Carvalho; Diretor Social e de Relações Públicas, Ângelo Gomes de Almeida Lima; Diretor Jurídico, Moábio Washington Mendes; Diretor de Pessoal, Rudney Lelis Nascimento;  Diretor da Região Sul, Clayton Siqueira; e Diretor da Região Norte, Marcelo Firmino.

Bem, as cartas estão na mesa. Os associados poderão votar nas sedes dos Batalhões e das Companhias Independentes, além do Quartel do Comando Geral, no dia 19 de Setembro de 2012 das 8 às 17 horas.

A torcida da sociedade capixaba é que o vencedor – Gava ou Almança – mantenha o mesmo bom senso e profissionalismo alcançados pelas três últimas administrações de Roberto Caetano e Jean Ramalho.

 

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