Enivaldo tem propostas para segurança pública em Barra de São Francisco, e não é de hoje


O município de Barra de São Francisco, na região Noroeste do Estado, tem a energia dos conflitos em seu DNA histórico e de formação social. Afinal, os jovens de hoje são netos e bisnetos dos pioneiros que chegaram para a região e tiveram de lutar, muitos mesmo de armas em punho, para defender as divisas do Espírito Santo com Minas Gerais.


Eram outros tempos, hoje essas questões de regiões contestadas estão resolvidas pelo ordenamento jurídico e a arma mais poderosa do ser humano é o diálogo entre as partes e o debate de ideias políticas.

Esta parte do debate ainda não parece totalmente implantada no município, que tem, nas eleições de 2012, pela primeira vez o confronto direto entre Enivaldo (PSD) e o ex-prefeito Edinho Pereira, representado pelo seu filho, o deputado Luciano Pereira (DEM).

Edinho não é candidato porque, na verdade, não vai nem poder votar no próprio filho, pois está com seus direitos políticos suspensos pela Justiça por corrupção eleitoral, sentença que o fez, inclusive, perder o mandato de prefeito em 2006, oportunizando a posse do segundo colocado, Valdeles Cavalcanti, que recebeu uma herança maldita e não conseguiu muito mais do que manter o pagamento dos servidores em dia, nos dois primeiros anos e ao se reeleger em 2008.

Se o eleitor de Barra de São Francisco compreender o momento histórico que vive, vai eleger o conselheiro aposentado do Tribunal de Contas Enivaldo dos Anjos para prefeito, por uma questão de histórico político e de preparo pessoal, político e administrativo. Esse preparo foi ressaltado recentemente pelo vice-governador Givaldo Vieira, discursando na cidade em nome do governador Renato Casagrande: “Enivaldo fez graduação em administração pública como prefeito, pós-graduação como deputado e doutorado como conselheiro do Tribunal de Contas”.

A segurança sempre foi uma preocupação de Enivaldo dos Anjos. Houve um tempo que ele chegou a dar entrevistas em jornais de Vitória, quando o Estado enfrentava grave crise institucional na segurança, com o crime organizado, dizendo que toparia ser secretário da Segurança Pública e que daria jeito na situação. Na época, não encontrou eco, mas usou a tribuna da Assembleia Legislativa várias vezes para defender posições firmes sobre o assunto.

Enivaldo era cartorário criminal na Comarca, antes de enveredar pela carreira político-eleitoral, e conhece o DNA da violência no município. Ele não preparou apenas a infraestrutura que permitiu o desenvolvimento econômico de Barra de São Francisco, mas atuou, fortemente, em setores sensíveis, como saúde, educação e segurança, não apenas como prefeito mas nos 20 anos que passou fora da cidade, usando sua influência para socorrer sua gente, independente de quem estivesse na prefeitura.

Foi graças à atuação parlamentar de Enivaldo dos Anjos que a Comarca da Justiça em Barra de São Francisco foi elevada à categoria das maiores do Estado, a terceira entrância, oferecendo maior e melhor estrutura de atendimento à população. Ele levou também a Ciretran para a cidade e foi total responsabilidade dele a instalação do Batalhão da Polícia Militar  no município.

É por isso que Enivaldo tem autoridade para tocar em assuntos que os outros nem passam perto. Denuncia de peito aberto abusos de autoridades policiais, não concorda com o esquema de guinchamento de carros no município e assumiu, corajosamente, o enfrentamento de pistoleiros que andaram assustando a população na véspera do início da campanha eleitoral.  O tempo inteiro Enivaldo discursou que pistoleiros e pessoas do mal vão ter que sair correndo de Barra de São Francisco em sua administração.

Ele sabe bem do que está falando, porque nasceu e cresceu na cidade, em tempos que o município era conhecido pela violência contra a vida. Lugares como Vila Paulista se notabilizaram negativamente. Tem até lá a história da Mata do Arranca Couro, onde as vítimas de crimes de mando tinham seus corpos abandonados, e os seus carrascos arrancavam-lhe o “couro” do rosto para dificultar a identificação.

Enivaldo conviveu com esse pesadelo como criança e adolescente e, na condição de escrivão criminal, conheceu por dentro os processos. Por isso, nunca tolerou as soluções violentas para os conflitos humanos. Ele costuma dizer que o município demorou muito para se livrar dessa fama e “não vai ser uma meia dúzia de irresponsáveis que vai estragar a história”. Ele falou isso em cima do palanque em plena Vila Paulista, onde há quatro meses ocorreram mortes com caracerísticas da antiguidade.

Por isso, Enivaldo tem, em seu programa de governo, um capítulo dedicado, inteiramente, à segurança pública e está se cercando das melhores pessoas do Estado nessa parte. Ele já adiantou que vai instalar o videomonitoramento não apenas na sede, mas também nos distritos mais complicados. Há informações de que vai precisar de ajuda estadual e, talvez, até federal, porque o advento da exploração do granito levou para a região muita gente de fora e, em algumas localidades, andar armado se tornou um costume.

Outro desafio para Enivaldo, cujas medidas de enfrentamento também estão contempladas em seu programa de governo, é o tráfico de drogas. Barra de São Francisco, há muito se sabe, é uma rota alternativa para traficantes que atuam no Norte do Estado e Sul da Bahia. E a irresponsabilidade de administradores anteriores na ocupação dos morros da cidade criou um ambiente favorável ao tráfico interno. Tanto que são muito comuns as ações policiais que resultam em prisões e apreensões de drogas.

Barra de São Francisco tem problemas de segurança de cidade grande, numa proporção até meio exagerada, e requer no comando dos poderes constituídos pessoas de pulso firme, conduta responsável, experientes e competentes, com poder de articulação para, não apenas promover as ações que a cidade precisa para o seu crescimento econômico, mas também para o desenvolvimento social de seu povo.

Essa responsabilidade está colocada, agora, nas mãos de cada eleitor do município. É o presente e o futuro de uma comunidade inteira que está em jogo. O momento é histórico. É preciso aproveitá-lo bem.

 

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