Sejus começa a exonerar servidores que foram testemunhas no inquérito policial que descobriu corrupção no Iases


O novo secretário de Estado da Justiça, André Garcia, já está trabalhando a todo vapor. Anunciou para assessores mais próximos a exoneração de três importantes quadros técnicos da Sejus: o diretor de Inteligência da Pasta, tenente-coronel Douglas Caus; o diretor de Inspeção e Controle das Unidades Prisionais, Rodrigo Bernardo Ribeiro Pinto; e o diretor de Segurança Prisional, Evaldo Amâncio. Na terça-feira, já havia sido exonerado o subsecretário de Justiça para Assuntos Administrativos, Marcos Costa.


De acordo com fontes do Ministério Público Estadual, que tomaram conhecimento do anúncio das exonerações no início da tarde desta quarta-feira (19/09), e da própria Sejus, a saída do tenente-coronel Caus e dos diretores Rodrigo Bernardo e Evaldo Amâncio tem suspeita de conteúdo de perseguição.

Os três foram testemunhas da Força Tarefa da Polícia Civil – criada pelo governador Renato Casagrande para investigar denúncias de desvio de dinheiro e maus tratos a adolescentes em conflito com a lei no Instituto de Atendimento Socioeducativo (Iases) – no episódio em que a diretora de Ressocialização da Sejus, Késia Cunha, foi flagrada  pelas câmaras de circuito interno do Complexo de Xuri colocando a ex-presidente do Iases Silvana Galina para conversar com o ex-secretário da Justiça Ângelo Roncalli por meio de um celular. Esse delito aconteceu dentro da cela onde Silvana está presa.

Quando tomou conhecimento da irregularidade – por meio de outros agentes penitenciários –, o delegado Rodolfo Laterza, que preside a Força Tarefa, foi ao Complexo de Xuri e exigiu da Sejus a fita contendo as imagens de Késia conversando com Silvana Galina e a entregando o celular dentro da cela.

De acordo com fontes do Ministério Público e da Sejus, outros servidores que foram ouvidos pelo delegado Rodolfo Laterza durante as investigações também já receberam aviso de que serão exonerados.

Já a diretora de Ressocialização da Sejus, Késia  Cunha, que em tese cometeu um crime – ao permitir que uma presidiária usasse celular dentro da cela –, permanece mantida no cargo.

A exoneração do tenente-coronel Caus e dos diretores Rodrigo e Evaldo causa surpresa no meio. Eles fazem parte de um grupo que vem contribuindo para a manutenção da ordem nos presídios.

Graças ao trabalho da Inteligência da Sejus, o Espírito Santo reduziu o número de mortes nas cadeias, acabou com rebeliões e diminuiu drasticamente as fugas. Hoje, a Inteligência prisional capixaba é referência em todo o Brasil.

Os três profissionais têm conhecimento de quem são os chefões do crime, pois atuam em conjunto com a Inteligência da PM e da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social e de outras forças, como o Exército, Marinha e Polícia Federal.

 

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