Governo capixaba cria Comitê de Apoio às Políticas de Prevenção às Drogas dentro das escolas

O governador Renato Casagrande (PSB), por meio da Secretaria de Estado da Educação (Sedu), acaba de dar um passo importante na tentativa de reduzir o uso de drogas por parte de estudantes. Casagrande criou a Portaria nº 1230-S, de 8 de outubro deste ano, que institui o Comitê de Apoio às Políticas de Prevenção às Drogas – Comad –, no âmbito da Sedu.

Ao criar a Comad, o governo considera a importância e a abrangência do tema da prevenção  às drogas, envolvendo  crianças e adolescentes do  ensino fundamental e médio da rede estadual de ensino; a necessidade de coordenar, de integrar e de orientar os esforços no sentido de prevenir o uso de drogas nas escolas; a necessidade de alinhar as ações da Sedu com o Plano Estadual de Ações Integradas Sobre Drogas, com as metas do Conselho  Estadual Sobre Drogas e com  a Coordenação  Estadual Sobre Drogas.

Por tudo isso, em portaria assinada pelo secretário de Estado da Educação, Klinger Marcos Barbosa Alves, o governo decidiu, conforme ato publicado nesta terça-feira (09/10) no Diário Oficial do Estado, resolveu instituir o  Comitê de Apoio às Políticas de Prevenção às Drogas (Comad), com o objetivo de assessorar, de deliberar e de executar ações, programas e políticas de prevenção ao uso  de drogas nas escolas.

Ainda de acordo com a Sedu, são  atribuições do Comad:

I. Propor a implementação de ações que promovam a prevenção do uso de drogas em estudantes da rede estadual de ensino;

II. Propor e articular ações de formação continuada para o corpo docente e para o corpo  técnico, no âmbito da prevenção ao  uso de drogas e redução  de danos nas escolas;

III. Propor diretrizes curriculares que insiram o tema “prevenção às drogas” no cotidiano escolar, de forma sempre atualizada;

IV. Propor e desenvolver estudos e pesquisas que viabilizem  a implantação de ações de prevenção ao  uso de drogas e a redução de danos nas escolas;

V. Propor e coordenar seminários e palestras para  técnicos, educadores, pais e alunos  sobre prevenção, redução de danos, uso  e abuso de drogas;

VI. Articular com  o  Conselho Estadual Sobre Drogas-COESAD e a Coordenação Estadual Sobre Drogas-CESD programas, ações e políticas públicas voltadas para a promoção  da saúde, prevenção  ao  uso  de drogas e redução  de danos nas escolas da rede pública estadual;

VII. Buscar apoio  das redes de saúde, de assistência social e de segurança quanto a formas de prevenção, de redução de danos, de encaminhamentos e de tratamentos;

VIII. Propor, assessorar e acompanhar grupos de trabalho (GTs) nas Superintendências Regionais de Educação, no âmbito da prevenção ao uso de drogas nas escolas;

IX . Propor medidas e encaminhamentos para assuntos pertinentes ao uso de drogas e a prevenção nas escolas;

Segundo a mesma Portaria, o Comad será constituído pelos seguintes servidores: Juliana Zannella Gorian,   Assessoria Especial de Esporte e Cultura na Escola; Flávia Nascimento Ribeiro, Assessoria Especial de Currículo; Thiago Dadalto Pissimílio,  Assessoria Especial de Gestão Escolar; Wilson da Silva  Athaydes Filho, Gerência  de Serviços Terceirizados; Priscila Maria do Nascimento - Gerência de Gestão  de Pessoas; Capitão PM Warner Di Francesco Belém, Patrulha Escolar.


Nota do Blogueiro: Excelente a iniciativa do governo. Tomara que o Comad não seja um órgão meramente burocrático. A questão das drogas nas escolas é algo muito grave. O governo, hoje, já tem o Proerd, em que policiais militares levam às escolas palestras e cursos para crianças e adolescentes em que mostram os perigos que representam o uso de drogas. No bairro onde moro, é comum ver meninos e meninas, até menores de 15 anos, uniformizados e com cadernos e livros nas mãos, fumando maconha a caminho da escola. Já chegam “doidões” na sala de aula. Talvez o Estado pudesse adotar, quem sabe, uma política mais agressiva: porque não realizar exames periódicos em alunos para detectar quantos usam drogas? Com o resultado, o Estado passaria a ter a responsabilidade, com o aval do Ministério Público Estadual e do Judiciário, de encaminhar os jovens doentes para tratamento. Talvez, aí, o governo teria o tamanho exato do problema.


 

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