Juiz e policiais militares são atacados por mais de 200 pessoas em Presidente Kennedy

O juiz da Comarca de Presidente Kennedy (Sul do Espírito Santo), Ronaldo Domingues de Almeida, que vem tomando medidas necessárias e eficazes para colocar na cadeia políticos acusados de corrupção, e dois policiais militares foram atacados por um grupo de 200 pessoas, na tarde de sexta-feira (05/10), quando foram checar denúncias de crimes eleitorais na cidade. Responsável pela Comarca, Ronaldo de Almeida é também o juiz Eleitoral do município.

O juiz Ronaldo Domingues de Almeida e sua equipe passaram todo o dia checando denúncias de crime eleitoral. Uma das denúncias indicava que estaria ocorrendo distribuição de dinheiro e cesta básica no comitê eleitoral do ex-prefeito Reginaldo Quintas – ele chegou a ser preso recentemente pela Polícia Federal, na Operação Lee Oswald, por corrupção e cassado pela Câmara Municipal –, que desistiu da candidatura e colocou outra pessoa em seu lugar por conta da Lei da Ficha Limpa.

O magistrado e os policiais – que estavam à paisana – passaram primeiro pela rua onde fica a casa do ex-prefeito. Em seguida, se dirigiram ao comitê. Chegando lá, um dos policiais teve que sair do carro de Ronaldo de Almeida porque outro veículo obstruía a passagem na rua. O militar pediu para o dono do veículo desobstruísse a pista.

Foi quando de dentro do comitê saiu um homem, que mais tarde soube se tratar de um suposto sargento da reserva da PMES, questionando os militares.

O suposto sargento, que trabalha no comitê de Reginaldo Quintas, partiu para cima dos dois seguranças e do juiz e ainda amassou o carro de Ronaldo de Almeida. Ele, porém, acabou dominado pelos policiais de verdade.

Neste momento, mais de 200 cabos eleitorais que estavam na porta do comitê eleitoral tentaram agredir os policiais militares que fazem a segurança do magistrado. Partiram para cima e obrigaram os policiais a soltar o suposto sargento, que aproveitou para fugir do local.

Para evitar que fossem linchados, os policiais militares tiveram que sacar a pistola a fim de afastar a multidão. Foi quando o juiz Ronaldo de Almeida  entrou em seu carro e foi atrás da única viatura que fazia, na sexta-feira, policiamento na sede de Presidente Kennedy.

Os policiais da guarnição estavam também checando denúncias de crime eleitoral em outra parte da cidade. No decorrer da noite, viaturas de Cachoeiro de Itapemirim e da Rotam chegaram a Presidente Kennedy.

Enquanto o juiz Ronaldo de Almeida buscava apoio de outra guarnição, um dos policiais de sua segurança foi ameaçado de morte por um funcionário do comitê eleitoral de Reginaldo Quintas.

Com a chegada da viatura da PM ao comitê eleitoral, onde ocorria a confusão, esse homem recebeu voz de prisão e foi autuado em flagrante por desacato e ameaça a uma autoridade.

O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Henrique Herkenhoff, e os comandos das Polícias Civil e Militar já entraram no circuito para aumentar a proteção ao magistrado Ronaldo de Almeida e garantir eleições tranquilas em Presidente Kennedy.


 

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