Polícia Civil descobre que mais de R$ 32 milhões podem ter sido desviados do Iases

A Gazeta traz uma reportagem nesta quarta-feira (17/10) informando que auditoria realizada pelo Tribunal de Contas Estadual (TCES) em contrato de R$ 8,6 milhões firmado entre o Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases) e a Associação Capixaba de Desenvolvimento e Inclusão Social (Acadis) aponta várias irregularidades e desvio de R$ 630 mil.

O resultado da auditoria do Tribunal de Contas é até leve,pois foi feito em apenas  um contrato. É que investigações preliminares da Força Tarefa, que foi criada pelo governador Renato Casagrande para apurar denúncias de corrupção e maus tratos a adolescentes em conflito com a lei no Iases, detectaram que mais de R$ 32 milhões foram desviados dos cofres do Instituto nos últimos anos.

A Polícia Civil acredita que boa parte desses R$ 32 milhões já esteja em países considerados paraísos fiscais e depositado em contas de quem teve interesse em desviar o dinheiro do Iases. Outra parte do dinheiro pode ter sido usada para a compra de bens, como mansões, apartamentos, veículos, barcos.

Na avaliação de uma fonte, vai ser difícil rastrear com eficiência todo o dinheiro desviado do Iases. Acredita-se que o desvio do dinheiro poderia ter sido evitado, caso as denúncias, que se tornaram públicas desde 2009, no governo de Paulo Hartung, tivessem sido investigadas com eficácia desde aquela ocasião.  

A equipe liderada pelo delegado Rodolfo Laterza, designado pelo governador Casagrande e pelo secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Henrique Herkenhoff, para comandar a Força Tarefa, continua realizando  diligências e analisando uma série de documentos. Pode ser que até o final desse trabalho, que exige esforço concentrado de toda a equipe, o valor desviado do Iases ultrapasse a casa dos R$ 32 milhões.

Enquanto isso, os conselheiros do Tribunal de Contas Estadual, acompanhando o voto do relator, João Luiz Cotta Lovatti, determinaram a conversão da auditoria em tomada de contas especial e a citação da ex-presidente do Iases Silvana Gallina, da Acadis, de duas empresas de alimentação e duas de serviços de limpeza, do ex-diretor administrativo e financeiro do Iases Jorge Teixeira e Silva Neto e de Jorge Francisco Nunes, que também atuava no Iases.

Eles terão 30 dias para apresentar esclarecimentos sobre as irregularidades ou devolver os valores usados irregularmente.

Segundo A Gazeta, a auditoria foi realizada pelo TCES após denúncia do Ministério Público Estadual e apurou superfaturamento e pagamentos irregulares de refeições, serviços de limpeza e conservação predial, recolhimento de impostos fora do prazo e pagamento de despesas em desacordo com o contrato 01/2008, firmado entre Iases e Acadis para atender 80 adolescentes em conflito com a Lei, em Cariacica.

Irregularidades no contrato também motivaram a realização da Operação Pixote, em agosto, na qual 13 pessoas foram presas, incluindo Silvana Gallina, que continua na cadeia.



 

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