Vigilância Sanitária deixa Regimento Montado da PMES de quarentena: animais pegam doença da morte e vão ser sacrificados


O Regimento de Polícia Montada da Polícia Militar do Espírito Santo está de quarentena desde a quinta-feira passada (25/04) por causa da doença denominada de “Mormo”. Trata-se de uma doença letal para o cavalo e para os seres humanos. Há duas éguas contaminadas, segundo exames laboratoriais feitos na Bahia. Os animais contaminados serão sacrificados.



A Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde colocou o Regimento Montado em quarentena até que os demais animais sejam submetidos a exame. Por isso, os policiais militares lotados na unidade passaram a exercer suas atividades em viaturas ao a pé.


O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) já está providenciando exame para os demais animais. O Comando do Regimento Montado autorizou somente as atividades internas: manejo e montaria de animais estão permitidas.

De acordo com o Idaf, os animais infectados serão submetidos a novos exames. As duas éguas se encontram recolhidas na área do antigo Hospital Dr. Pedro Fontes, em Cariacica.

O efetivo do Regimento Montado de é 117 militares e possui 120 animais.



Saiba Mais sobre a doença Mormo

Não há cura para o Mormo ou Catarro de Burro, como também é conhecida.  Esta é uma doença extremamente contagiosa que ataca cavalos jumentos e burros, e ainda pode contaminar o homem.

Segundo o Escritório Internacional de Epizootias, 95% dos casos são fatais.  O Mormo não tem cura e até agora não foi descoberta vacina para combatê-lo. A doença é causada por bactérias e exige que o criador tenha muita atenção no rebanho para não ser todo contaminado.

Ela se manifesta de três formas: os burros e jumentos sofrem com a forma aguda e os cavalos são acometidos pela forma crônica, que se caracteriza por permanecer oculta e de difícil  diagnóstico.

O proprietário ou o encarregado do rebanho devem ficar atentos às principais manifestações das três formas da doença:

1 – Forma aguda respiratória: o animal apresenta febre alta, tosse e descarga nasal com úlceras nas narinas, podendo ocorrer úlceras e nódulos nos membros e abdômen.

2 – Forma crônica respiratória: ocorre mais freqüentemente nos cavalos. Pode causar pneumonia crônica acompanhada de úlceras na pele dos membros e na mucosa nasal.

3 – Forma cutânea: os sinais do mormo nesta forma aparecem om úlceras e nódulos na região interna dos membros e pode ocorrer drenagem de uma secreção amarelada escura com pus. A cadeia ganglionar pode estar aumentada e sensível.

As formas de transmissão

O contágio ocorre através dos instrumentos de trabalho: esporas, freios, professoras e outros arreios que tenham contato com a secreção purulenta que sai das feridas e das narinas do animal doente. Mas os cuidados também devem ser com a água e o alimento por que se forem contaminados pelo catarro do animal doente, também podem transmitir a doença.

Os prejuízos causados por esta doença na fazenda são o baixo  rendimento para o trabalho; impedimentos da circulação dos animais dentro e fora do Estado,  e da participação em vaquejadas, feiras e exposições, além da morte dos animais.

As maiores dificuldades de combate ao mormo são o diagnóstico clínico que não é conclusivo, porque existem outras doenças com sintomas semelhantes, como o garrotilho e as linfangites. Os exames que precisam ser feitos para confirmar o diagnóstico são as provas de maleina e de fixação de complemento.

Cuidados e orientações

Algumas dicas para você seguir e evitar problemas para sua criação:

1 – Antes de comprar um cavalo consulte um médico veterinário e só feche o negócio após a realização do exame e se o resultado for negativo.

2 – Os animais que apresentarem a forma oculta da doença devem ser eliminados.

3 – Os cães e  gatos também podem adoecer caso seja alimentados com carne de animais que tenham estado com a doença.


Fonte: Blog Nordeste Rural Negócios de Campos.
 

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