Má alimentação pode afetar trabalho de policiais militares

A humanidade mudou, sua alimentação também. Não precisamos ir muito longe para descobrirmos que há menos de 50 anos o ritmo de vida era totalmente diferente de hoje em dia. As pessoas se movimentavam mais, conversavam mais, conviviam mais, se estressavam menos, consumiam menos e, inequivocamente, se alimentavam com mais qualidade.


Num recente encontro com um grupo de pessoas focadas na redução do peso em Colatina, Norte do Estado, sob liderança de uma consultora em bem-estar e também com a assessoria de uma psicóloga, a nutricionista Marcella Tessarrolo disse que nunca se falou tanto na necessidade de uma alimentação saudável ao mesmo tempo que nunca a humanidade teve também à sua disposição tantos alimentos ricos em gordura, açúcar e sódio.

Mas o que aconteceu? No Século XVIII, na era das grandes revoluções, que mudaram o mundo, a Francesa e a Industrial, o britânico Thomas Robert Malthus chegou a propor que os pobres se abstivessem de sexo para frear o crescimento da população, notadamente, aquela mais desprovida de recursos.

O raciocínio desse economista, estatístico, demógrafo e estudioso de Ciências Sociais, além de pastor anglicano, era objetivo: a produção de alimentos crescia em escala aritimética (1,2,3,4...), enquanto o crescimento populacional é geométrico (2,4,8,16...). Depois da Segunda Guerra Mundial, o mesmo raciocínio voltou nos países subdesenvolvidos, com propostas de controle da natalidade.

O desenvolvimento tecnológico veio colocar ordem nesse pardieiro. Ao propor uma mentalidade de fartura em contraposição à mentalidade de escassez, e prever, com 30 anos de antecedência, a explosão da indústria do bem-estar, o economista norte-americano Paul Zane Pilzer demonstrou que, ao longo de meio século, o número de fazendas nos Estados Unidos, que não conseguia alimentar nem a população do País, foi reduzido em dez vezes, porém, produzindo o suficiente para alimentar toda a população estadounidense e ainda gerando excedentes para exportar.

O milagre por trás disso chama-se tecnologia. Entretanto, há de se convir: de onde vêm os nutrientes dos alimentos? Da terra. Lá na Bíblia, em tempos remotos, foi estabelecido o ano sabático. A cada sétimo ano, a terra deveria descansar. E hoje o que temos? Culturas consorciadas, duas, três colheitas onde antes fazia-se uma. Não é um exercício muito difícil concluir que nossos alimentos hoje não têm mais o mesmo valor nutricional de antes, e que vêm carregados de pesticidas, agrotóxicos, conservantes, e outras coisas que vão direto para as nossas células.

Paralelo a isso, a partir dos anos 70 do século passado a sociedade se urbanizou e, com a urbanização, vieram os benefícios da modernidade – em lugar das caminhadas, cavalos, bicicletas, com os quais gastávamos a energia que adquiríamos com os alimentos, vieram os transportes movidos a outras fontes de energia, notadamente, combustíveis fósseis. Passamos a nos movimentar menos e a comer em quantidades maiores, com menor qualidade. Talvez um mecanismo de defesa inconsciente do organismo contra a perda de nutrientes dos alimentos, sem contar a inversão de valores, priorizando-se o prazer à necessidade. “A comida pode também ser uma droga”, alerta a psicóloga Joana Sobreira.

Vida corrida a das cidades. Quantas vezes os problemas do trânsito atropelam nossa agenda e não temos tempo de parar e nos alimentar direito. O pai de família sai com o dia clareando e volta quando anoiteceu. Hoje, cada vez mais, também a mãe. Isso reflete não apenas na educação dos filhos, mas na alimentação de toda a família. Muitas vezes os netos são alimentados por avós, com hábitos dos tempos em que caminhávamos longas distâncias para fazer de tudo e tínhamos que lavrar a terra com nossos próprios braços para produzir os alimentos de nossa mesa.

Os fast-foods são resultado dessas mudanças. Sem tempo, preferimos a comida rápida dos sanduíches, que nos dão energia imediata, de carboidratos simples, e enfiamos a cara na gordura das picanhas nos churrascos de fim de semana, que são, regularmente, nossos únicos momentos de sociabilização. Sequer nos levantamos mais da cama para trocar o canal da televisão, pois o controle remoto faz isso por nós, e agora os robôs já fazem serviços domésticos das famílias mais abastadas.

A silhueta da humanidade expressa o resultado dessa equação. Há poucos anos, divulgou-se uma informação, de estudos de um oficial da corporação, que mais de mil policiais militares do Espírito Santo estavam afastados por problemas de saúde relacionados com o excesso de peso corporal. De lá para cá, parece que as coisas não melhoraram. Não é incomum que policiais que entram na corporação em boa forma adquiram muitos quilos a mais em poucos anos. Fruto da má alimentação, que também afeta a segurança pública. Além de colocar os policiais com pouca mobilidade, ainda os afasta da atividade.

Mais calorias, gorduras, conservantes, açúcar, sal, menos atividades físicas e nutrientes = globesidade. As estatísticas demonstram que estamos caminhando a passos largos para alcançarmos os índices norte-americanos de excesso de peso no Brasil. Mais da metade dos brasileiros já está muito acima do peso, uma boa parcela em níveis arriscados de obesidade. Isso, apesar de mais pessoas estarem se preocupando, a cada dia, em estabelecer programas razoáveis de atividades físicas com o fim de alcançar o bem estar.

Onde está, então, o problema, se mais pessoas se dedicam a exercícios e, ainda assim, o excesso de peso continua aumentando? Para o médico brasileiro Lair Ribeiro, a resposta está na baixa qualidade dos alimentos. Ouso dizer, empiricamente, que comemos mais “palha” numa tentativa desesperada de suprir aquilo que falta de nutrientes em nossa alimentação. Diante disso, Lair Ribeiro é enfático: é impossível ter sucesso hoje em dia sem o uso de suplementação nutricional.

É a tecnologia de alimentos em nosso favor. Jamais deixaremos de comer as coisas de que gostamos, pois isso é uma necessidade do nosso paladar e uma cultura, mas precisamos fazer as devidas adaptações aos nossos hábitos, e fazer boas escolhas. Somos fruto de nossas escolhas.

Os principais Centros de Nutrição do mundo estão certos disso e desenvolvem pesquisas que nos favorecem. Na UCLA (Universidade da Califórnia, em Los Angeles), centro de referência em nutrição, a equipe do  Dr. David Heber desenvolve os melhores estudos neste sentido. É dele a revolucionária proposta científica, com toda segurança alimentar possível, do shake substituto parcial de refeições. Tudo com muita ciência e ética.

Uma bebida feita com o pó para preparo de refeições desenvolvido pelo Dr. Heber é, comprovadamente, uma das melhores formas à disposição da humanidade, hoje, para o enfrentamento do déficit nutricional e do excesso de calorias e componentes agressivos na alimentação tradicional.
Milhões de pessoas ao redor do mundo estão conseguindo escapar da epidemia de obesidade, que é a principal razão da maioria das doenças de causas evitáveis da humanidade, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso graças à utilização do shake feito com o pó nutricional assinado pelo Dr. Heber e avalizado por dezenas de outros cientistas, que o acompanham, dentre eles o Nobel de Medicina ítalo-americano Louis Ignarro, também da UCLA.

Ter mais saúde está em nossas mãos. Preocupar-se com a qualidade dos alimentos que vão para a mesa, tomar pelo menos 3 litros d’água por dia, refletir sobre o estilo de vida e fazer mudanças graduais, controlar o estresse, fugir das armadilhas dos alimentos enlatados ou fartamente disponíveis na barraquinha da esquina, reduzir a ingestão de sal, gordura e açúcar, desenvolver modesto programa de atividade física regular, monitorar as taxas por exames laboratoriais pelo menos uma vez por ano, e reduzir a ingestão calórica de forma saborosa, segura e natural, substituindo uma ou duas das três principais refeições do dia pelo shake do Dr. Heber, são dicas preciosas para melhorar a qualidade de vida.

Mais do que o prazer de comer, nada substitui o prazer de viver com bem-estar. Se a doença entra pela boca, a saúde também faz o mesmo caminho. A escolha é minha, é sua, é nossa. Vida longa, sim, mas saudável.


(José Caldas da Costa, autor deste texto, é jornalista, escritor, licenciado em Geografia, dedica-se há mais de 10 anos a ajudar pessoas a terem vida mais saudável. Contatos: caldasjornalista@gmail.com )


 

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