Um ano depois de prometer, governo ainda não reajustou tabela de subsídios dos militares capixabas


Em fevereiro de 2012, as  entidades de classe dos policiais e bombeiros militares reuniram mais de 2 mil pessoas no Campo do Caxias, em Vitória, em assembleia geral para deliberar sobre melhorias salariais. Os militares decidiram atender pedido do governador Renato Casagrande, que solicitou prazo até junho do mesmo ano para divulgar reajuste na tabela de subsídios dos militares estaduais. Dizia o governador que a Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger) estava analisando os dados técnicos para decidir sobre o reajuste.

Um ano se passou e, agora, em junho de 2013, os militares realizaram nova assembleia geral, desta vez com a participação das categorias de policiais civis.  Na assembleia de terça-feira (25/06), as entidades representativas de classe das Polícias Militar e Civil e Corpo de Bombeiro decidiram por recusar o cronograma de análise proposto pelo governo. No calendário apresentado pela equipe de Renato Casagrande o prazo estabelecido é de 95 dias de estudos, sem nenhuma garantia de acordo.

Durante todo esse tempo as entidades de classe dos militares deram mostra de ter ficado satisfeitas com a lei de promoção. De uma só vez, o governo promoveu mais de 3 mil militares. O reajuste na tabela de subsídios ficou meio esquecido.

Quem sofre com a falta do digno e justo reajuste são os novos soldados, os chamados recrutas, e, principalmente, os militares já aposentados – reserva e  reformados. Estes não têm mais direito à promoção. Seus salários estão super defasados. É como se, uma vez aposentados, perdessem a voz junto ao governo e às entidades de classe, embora continuem correndo o risco de serem punidos pelas leis militares.

O governo achou que, ao assinar a promoção de mais de 3 mil militares – entre praças e oficiais – no ano passado, estava dando reajuste salarial. Ledo engano.

A Polícia Militar, deveriam entender os governantes, está sempre a postos sempre que as autoridades e a população necessitam de seus serviços. O exemplo de eficiência e comprometimento com a o Estado e com a população que a PM capixaba está dando neste momento de crise – com a realização de manifestações públicas e a onda de saques e depredações a prédios públicos e privados na Grande Vitória por parte de bandidos – tem de ser observado com carinho pelo governador Renato Casagrande.

Ressalta-se, todavia, que o governo Casagrande feito investimentos importantes nas Polícias Militar e Civil; reestruturou toda a segurança pública do Estado; melhorou, de fato, a política de promoções nas duas instituições policiais – falta ainda beneficiar os militares do Corpo de Bombeiros –, mas falta, no caso dos militares, a tão sonhada melhoria salarial.

Espera-se sempre de um governante que ele saiba separar o político do bom administrador. O político está sempre prometendo e não cumprindo; o administrador não pode prometer; tem que executar. Se o político Renato Casagrande prometeu, o governador  Renato Casagrande tem que executar o bom ofício de um administrador.

 

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