Ocupação de manifestantes na Assembleia Legislativa: Polícia Militar do Espírito Santo também sabe agir dentro dos direitos humanos

Os jornais A Gazeta e A Tribuna desta sexta-feira (12/07) trazem em suas páginas a preocupação do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/ES), Homero Mafra, e do presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Gilmar Ferreira de Oliveira, com a ação que o Batalhão de Missões Especiais (BME) da Polícia Militar irá promover para retirar os mais de 70 manifestantes que ainda insistem em ocupar as dependências da Assembleia Legislativa, na Enseada do Suá, em Vitória.

Para retirar os manifestantes, a PM espera tão somente a ordem da Justiça. Para isso, na quinta-feira, a Presidência da Assembleia Legislativa entrou com ação judicial solicitando reintegração de posse. Os manifestantes ocupam a Ales desde o dia 2 deste mês.

Homero Mafra pede cautela à PM; enquanto o presidente do Conselho de Direitos Humanos, Gilmar Ferreira, que também estava entre os manifestantes que ocupam a Assembleia, deixou o prédio na quinta-feira chorando, por temer que "algo" possa acontecer com os "meninos" que estão dentro do prédio.

Preocupar-se com os "meninos" de Minas, São Paulo do Espírito Santo e de outras partes do Brasil que ocupam as dependências Assembleia Legislativa é salutar, apesar de que os dirigentes devem reconhecer também que os manifestantes são altamente profissionais.

O que Gilmar Ferreira e Homero Mafra desconhecem – ou não fazem questão de reconhecer – é que a Polícia Militar é a mais antiga e respeitável instituição do Espírito Santo. Seus homens e mulheres sabem o que fazem e trabalham com base nas leis.

O que Gilmar Ferreira e Homero Mafra desconhecem – ou fazem questão de não reconhecer – é que a Polícia Militar do Espírito Santo foi a primeira do País a adotar em seus cursos de formação e de habilitação disciplinas voltadas para a defesa dos direitos humanos; é a primeira do Brasil a ter uma Polícia Comunitária. É a segunda do  País a criar dentro de seu Quatro Organizacional a Diretoria de Direitos Humanos e Polícia Interativa – o primeiro Estado foi São Paulo.

Se a Justiça determinar a saída dos "meninos e meninas" das dependências da Assembleia Legislativa a Polícia Militar vai cumprir a ordem. Vai agir dentro da lei; os "meninos e meninas" terão de sair na boa. Se for preciso, porém, a Polícia Militar saberá como agir. O BME/PMES é uma das unidades militares mais treinada e capacitada do Brasil.

Se a OAB e o Conselho Estadual de Direitos Humanos temem que "algo" aconteça com os "meninos e meninas" que ocupam a Ales, que peçam ao comando da PM que envie para acompanhar o cumprimento de reintegração de posse (caso seja concedida pela Justiça) um grupo de oficiais que integram a Diretoria de Direitos Humanos e Polícia Interativa. O diretor responsável pelo setor, coronel Carlos Alberto Liberato, cumpriria a missão com orgulho.

Além disso, o governo possui em sua estrutura a Secretaria de Estado de Assistência e Direitos Humanos, que é controlada pelos petistas Helder Salomão e Perly Cipriano. Por que Homero Mafra e Gilmar Ferreira também não pedem ao governador Renato Casagrande que mande para a porta da Assembleia Legislativa (caso haja determinação de desocupação) o Helder e o Perly? Eles poderão testemunhar a ação policial.
 

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