Colombiano processado pela acusação de desvio de dinheiro no Iases pode voltar à presidência da entidade que cuida de adolescentes em unidades de internação do Espírito Santo

Terminou nesta sexta-feira (30/08) a intervenção do governo do Estado na Associação Capixaba de Desenvolvimento e Inclusão Social (Acadis). Em março deste ano, a Justiça havia autorizado a prorrogação da Acadis por mais 180 dias. Prazo já expirado. Poém, nem o governo do Estado, nem o Ministério Público  solicitaram nova prorrogação. Assim, as portas da Acadis estão abertas para receber de volta seu presidente afastado por ordem judicial, o colombiano Gerardo Mondragón.


Acontece que Gerardo Mondragón, que se auto intitula bispo,  é uma das 17 pessoas denunciadas pelo Ministério Público por supostos desvios de mais de R$ 32 milhões do Instituto de Atendimento Sócio-Educativo do Estado do Espírito Santo (Iases). Ele chegou a ficar preso, mas responde a processos – Criminal e por Improbidade Administrativa – em liberdade, assim como os demais investigados pela Força Tarefa da Polícia Civil criada para apurar denúncia de corrupção no Iases e que culminou com a Operação Pixote.

O atual presidente do Iases, Lindomar José Gomes, foi procurado pelo Blog do Elimar  Côrtes na quinta-feira (29/09) à tarde, um dia antes do fim da prorrogação, para informar se o Instituto manteria convênio com a Acadis. Mas não respondeu as perguntas, enviadas para email de sua Assessoria de Imprensa.

A Acadis administra o sistema de internação de adolescentes infratores no Estado. Ela atua em unidades na Grande Vitória, Norte e Sul do Estado. Tão logo saiu da prisão, com as demais 13 pessoas presas, Gerardo Mondragón foi para Linhares, onde tornou-se proprietário de uma franquia de rede de lanches.

 

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