Texto Atualizado: Sindicato atualiza pesquisa e diz que Espírito Santo tem o terceiro pior salário de delegados de Polícia do País


Os delegados de Polícia Civil do Espírito Santo têm o sexto pior salário do País. “Ganha”, no entanto, de estados mais poderosos política e financeiramente, como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Apesar de ter o maior número de delegados de polícia do País, com mais de 3 mil na ativa, São Paulo foi o Estado que pior remunerou o profissional em início de carreira em 2012, segundo o 7° Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado nesta terça-feira (05/11).



O 7° Anuário Brasileiro de Segurança Pública leva em consideração os salários pagos em 2012. Naquele ano, um delegado em início de carreira no Espírito Santo recebia R$ 7.675,00. Em julho de 2013, porém, o governo do Estado reajustou o salário de todos os servidores públicos estaduais em  4%. Com isso, o salário inicial de delegado passou  para R$ 7.982,30.


Mesmo assim, o Espírito Santo permanece na sexta pior posição, pois Amazonas, que vem em sétimo, pagou R$ 7.952,00 no ano passado. Os números que compõem o documento do Anuário Brasileiro de Segurança Pública foram obtidos junto às bases de dados da Secretaria de Segurança Nacional, do Ministério da Justiça.  Em nota enviada ao Blog do Elimar Côrtes, o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil, Rodolfo Laterza, atualiza informação e diz que os delegados capixabas já recebem o terceiro pior salário do País.


Seguido de São Paulo, os Estados com pior remuneração foram Minas Gerais (R$ 7.043,18), Rio Grande do Sul (7.094,98), Paraíba (7.133,82) e Santa Catarina (7.614,00).


Para  Samira Bueno, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, responsável pela produção do anuário, os números mostram que a segurança pública paga pouco a seus profissionais no Brasil: "São Paulo é um exemplo de que as polícias em geral são mal pagas no Brasil", afirmou ela segundo a Agência Folha.


"No caso do delegado, o baixo salário afeta o incentivo do profissional. Ele é um bacharel em Direito e, na medida em que é mal remunerado, o Estado não consegue manter o profissional na carreira, o que leva a alta rotatividade, tendo sempre um problema de efetivo", completou.



Sindicato afirma que atua com diplomacia junto ao governo do Estado para melhorar salário da categoria

Em nota enviada ao Blog do Elimar Côrtes, o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil (Sindelpo), Rodolfo Laterza, atualiza informação acerca de salário de delegados. Informa que hoje os R$ 7.980,30 pagos a um delegado em início de carreira representam o 25º salário do Brasil, com São Paulo e Minas Gerais logo abaixo. Ou seja, é o terceiro pior salário do País, pago por um dos Estados mais ricos da federação.

O delegado Roldofo Laterza e sua diretoria, entretanto, acreditam que o governador Renato Casagrande saberá, ainda este ano, reconhecer o valor dos profissionais de polícia e oferecer um salário mais digno à categoria.


"Grande amigo Elimar,


Agradecemos e parabenizamos pela brilhante matéria. Porém, vale ressaltar que somos atualmente o 25º salário – numa escala invertida, o terceiro pior – do Brasil, com São Paulo e Minas Gerais logo abaixo (ainda assim, com pouca diferença).

O Estado do Rio Grande do Sul em 2012 teve uma recomposição significativa promovida pelo Governo, com o salário inicial escalonado até 2018 em 17 mil reais em início de carreira, sendo que atualmente já está à frente do Espírito Santo.

Estamos atuando com a máxima diplomacia e responsabilidade, aguardando um atendimento efetivo do Governo à nossa proposta de recomposição salarial já apresentada, de baixo impacto orçamentário, diga-se de passagem.

A categoria de delegados de polícia, além de se situar em um lugar vexatório em âmbito nacional do ponto de vista salarial, não tem aumento real há mais de 7 anos! E, ainda assim, atua em sua grande maioria com empenho e dedicação exclusivas e totais à sociedade, com vocação e ideal. Mas nenhum ser humano no exercício de seu labor pode sobreviver apenas com vocação...

O Sindelpo não age com bravatas ou irresponsabilidade; por isso mesmo, se deflagrarmos um movimento grevista (não desejado pelas implicações à população) não será por falta de paciência ou crença na resolução diplomática deste triste cenário, inadmissível ao nosso Estado e que afeta irremediavelmente a todos os cidadãos de bem.Afinal, delegados de polícia não podem ser tratados com arrocho salarial nem serem obrigados a buscarem outras atividades para complemento de renda. E a evasão de profissionais continua e continuará cada vez mais.

Todo este quadro de consequências negativas é de conhecimento do Governo, conforme já alertado ao próprio inúmeras vezes...


Rodolfo Laterza, presidente do Sindelpo."


Nota do Blogueiro: Já passou da hora de o Estado do Espírito Santo pensar em remunerar melhor seus profissionais de segurança pública. Investir tão somente no maquinário não vai acabar com violência. Investir no ser humano ainda é o melhor caminho. Investir no ser humano, governador Renato Casagrande, é dinheiro no bolso. Ou seja, uma melhor remuneração.


 

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