Coronel da Polícia Militar compra empresa de segurança por R$ 5 milhões

O mercado de segurança privada do Espírito Santo está a mil por hora. Um coronel que acaba de ir para a reserva remunerada da Polícia Militar do Espírito Santo comprou, recentemente, uma das maiores empresas do ramo, pagando R$ 5 milhões. Nesta empresa, o coronel, que já foi comandante geral da PM, ocupa o cargo de diretor de Segurança.

O dinheiro para adquirir a empresa de segurança teria sido obtido, segundo o coronel comentou com outros oficiais que continuam na ativa, por meio de financiamento junto a uma instituição financeira pública, especializada na abertura de linha de créditos para empresários.

O mercado de segurança privada – pessoal, patrimonial e eletrônica – no Espírito Santo é dominado por oficiais da reserva – aposentados – da PM. Há casos, no entanto, que mesmo na ativa, o oficial é dono de empresas, mas mantém o registro em nome de algum membro da família – a legislação impede que um policial tenha empresa em seu nome.

Há outros coronéis que preferem investir na tecnologia. Há o caso de um ex-comandante geral que vende sistema de câmeras para policiamento eletrônico para municípios do interior. O curioso é que este coronel e o que comprou a empresa de segurança por R$ 5 milhões, quando estavam no cargo de comandante geral da PM, tinham muita dificuldade em melhorar a segurança nas ruas. O primeiro, não podia nem ouvir falar em policiamento eletrônico.

O profissional militar se aposenta com 30 anos de serviço. Sai da corporação, geralmente, antes de completar 50 anos de idade. É quando está no auge da carreira. Sua vasta experiência no ramo de segurança pública o facilita a trabalhar como consultor em empresas de segurança ou mesmo abrir sua própria organização.

Do jeito que violência n o Espírito Santo é cada vez mais crescente, o mercado de segurança privada acaba se tornando um excelente filão para quem, durante 30 anos na caserna, aprendeu a combater a criminalidade.  Uma pena que, na maioria dos casos, o aprendizado – custeado pelo Estado – depois é colocado à disposição da iniciativa privada. É quando o cidadão, que já banca o País com altos impostos, tem que pagar também para ter segurança.

Com o crescimento da violência é, portanto, normal que algum  setor ganhe dinheiro. Por isso, o mercado de segurança privada é altamente cobiçado. Todavia, vale registrar que não é qualquer cidadão ou muito menos um coronel  que consegue R$ 5 milhões para comprar uma empresa de segurança.

Vale a pena, porém, o investimento: somente no mês de janeiro, 838 veículos foram roubados no Estado, um aumento de 38% em relação ao mesmo período de 2013. Aliás, no ano passado, houve registro de 7.247 veículos roubados no Espírito Santo, o que dá uma média de 19 por dia.

É ou não vantajoso investir R$ 5 milhões na compra de uma empresa de segurança pública?

 

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