Delegados marcam eleição para definição da lista tríplice que vai apontar futuro diretor-geral da Polícia Federal

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) e a Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol) se reuniram no dia 27 deste mês, quando deram o primeiro passo rumo ao que denominam de “maior justiça e legitimidade” na escolha do próximo diretor-geral da Polícia Federal. Neste dia foi realizada a primeira reunião da comissão eleitoral formada por representantes da ADPF e Fenadepol, que ficará responsável por coordenar o sistema que pretende saber a opinião de todos os delegados da PF sobre a composição da lista tríplice para uma escolha técnica do próximo dirigente máximo da Polícia Federal brasileira.

Durante a reunião foram escolhidos presidente e secretário da Comissão Eleitoral os delegados federais Edvandir Felix de Paiva e Rogério Sales. Também fazem parte da Comissão Marília Ferreira de Alencar, Nilson Vieira dos Santos, Nício Brasil Lacorte – que foi secretário de Segurança Pública do Estado do Espírito Santo durante parte do governo de Albuíno Azeredo – e Sérgio Fidelis Brasil Fontoura.

O presidente da ADPF, Marcos Leôncio Ribeiro, confirma que a iniciativa nasceu de deliberações do VI Congresso Nacional dos Delegados de Polícia Federal, realizado no Espírito Santo em abril deste ano.

“Houve o entendimento de que, como forma de colaboração com a presidência da republica e o Ministério da Justiça, seria salutar a formação de uma lista de nomes com ampla legitimidade na carreira, para uma escolha técnica e legítima do cargo diretor-geral da Polícia Federal”, comentou Marcos Leôncio Ribeiro.

O processo de formação da lista tríplice para indicação do diretor-geral será dividido em duas fases, ambas com votação direta e secreta, cujo processo será conduzido pela comissão eleitoral composta pelos representantes da ADPF e Fenadepol. São eleitores todos os delegados de Polícia Federal, ativos ou inativos, independente de pertencerem aos quadros da ADPF ou sindicatos filiados à Fenadepol, de todas as classes da carreira.

O presidente da Fenadepol, Antônio Barbosa Góis, espera que os próximos presidente da República e ministro da Justiça aceitem a lista, que representa a vontade de toda a categoria. “Esse é um pleito antigo dos delegados federais. Há pelo menos 12 anos temos essa demanda e agora, com essa união entre a ADPF e Fenadepol, podemos realizar esse processo de escolha dos três nomes”, disse Antônio Góis.

A votação será realizada por meio de sistema eletrônico de votação especialmente desenvolvido por empresa contratada pela ADPF, em anuência da Fenadepol.  As senhas para acesso ao sistema eletrônico de votação serão secretas e randômicas, enviadas para o e-mail cadastrado de cada votante.

Na primeira fase, os delegados federais votarão em três nomes, exclusivamente por meio de sistema eletrônico de votação. Na segunda fase os seis candidatos mais votados participarão de nova votação, para composição da lista tríplice que será encaminhada ao Ministério da Justiça e à Presidência da República, em data e forma a ser acordada com a coordenação da campanha do presidente eleito nas eleições de 2014.

O presidente da Associação Nacional dos Delegados, Marcos Leôncio Ribeiro, disse ao Blog do Elimar Côrtes estar otimista no sentido do Estado brasileiro adotar o sistema de escolha dos futuros diretores gerais da Polícia Federal com a ajuda dos delegados: "É uma contribuição que agrega e subsidia a livre escolha técnica pelo Ministério da Justiça e da Presidência da República. O tema já foi levado aos candidatos à Presidência da República. Como ocorrido noutras instituições isso é um processo que confiamos também se concretizará na PF."

(Com informações também da Assessoria de Imprensa da ADPF)
 

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