Governo Casagrande deu um olhar diferenciado para o Proerd: no governo anterior, programa não tinha sequer uma viatura e hoje já conta com 41 veículos

Ninguém tem dúvidas de que Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo, é uma das mais importantes ações da corporação na prevenção ao uso de drogas. O Proerd, pode-se dizer, é uma das meninas dos olhos do atual comandante geral da PM, coronel Edmilson dos Santos. Tornou-se, efetivamente, um programa de Estado a partir de 2011, quando Renato Casagrande (PSB) assumiu o governo.

Nem sempre foi assim. Até o final de 2010, o Proerd não tinha recursos próprios. Não tinha sequer viaturas. Quando seus integrantes – oficiais e praças da PM – precisavam se deslocar às escolas para levar orientação aos estudantes, tinham que contar com a benevolência de algum comandante de unidade para ceder o veículo; ou iam em seus carros particulares.

O Proerd existe desde os anos 90 no Estado. Passou mais de duas décadas servindo ao Estado e à sociedade, mas sem ter o apoio dos governantes, principalmente dos antigos gestores da área de segurança pública.

A partir de janeiro de 2011, contudo, o panorama mudou. O Proerd hoje é coordenado pela Diretoria de Direitos Humanos e Polícia Comunitário-Interativo da Polícia Militar e está inserido dentro do Programa Estado Presente.

O olhar e atenção do governo para o Proerd mudaram radicalmente. Se nos anos do governo de Paulo Hartung e de seus antecessores os gestores do Proerd tinham que ir atrás da iniciava privada em busca de patrocínio para bancar o programa, hoje não há mais necessidade. Para 2014, o orçamento do programa é de R$ 2 milhões.

Esta conquista foi possível porque, a partir de 2011, quando Renato Casagrande tomou posse, o Proerd passou a trabalhar com recursos do Estado ou da União, por meio de parcerias. Para isso, seus coordenadores elaboram projetos e apresentam ao Comando Geral da Polícia Militar e à Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social para aprovação e a obtenção dos recursos.

O resultado está no público-alvo do Proerd, que são crianças, adolescentes e pais de alunos: nos oito anos de governo Paulo Hartung, o Proerd atendeu pouco mais de 110 mil pessoas. Até o final do quarto ano de gestão de Renato Casagrande, o programa atingirá a marca de 148.922 pessoas atendidas.

O investimento reflete também para as  equipes do Proerd espalhadas por todo o Estado. Com orçamento próprio, o programa pode dar mais cursos e formação para os chamados “proerdianos”, assim como adquiriu equipamentos de trabalho como computadores, notebook, datashow, caixas de som, microfones e outros.

O governo Renato Casagrande adquiriu ainda 41 viaturas para o Proerd. Um fato histórico, porque antes nenhum outro governador havia entendido a importância de veículos para o programa. Para 2014, estão sendo compradas mais 20 viaturas.

O Proerd é a versão brasileira do programa norte-americano Drug Abuse Resistance Education (DARE),  surgido em 1983. No Brasil o programa foi implantado em 1992. Antes do governo de Renato Casagrande, o programa tinha somente dois currículos: atendia alunos do 5º e 7º ano do Ensino Fundamental. A partir de 2011, passou a contar com o Proerd Educação Infantil e Curso Proerd para Pais/Comunitário.

O programa consiste em uma ação conjunta entre o policial militar devidamente capacitado, chamado Policial Proerd, professores, especialistas, estudantes, pais e comunidade, no sentido de prevenir e reduzir o uso indevido de drogas e a violência entre estudantes, bem como ajudar os estudantes a reconhecerem as pressões e a influência diária para usarem drogas e praticarem a violência, e a resistirem a elas.

Em seus oitos anos de governo, Paulo Hartung deixou o Proerd literalmente a pé: não comprou nenhuma viatura para atender o programa. Até 2012, em seu segundo ano de gestão, Renato Casagrande já havia adquirido 41 viaturas para o Proerd. Em 2014 está autorizada a compra de mais 20 veículos, totalizando 61.

Esta conquista dos proerdianos (policiais e demais profissionais que trabalham no Proerd) e da sociedade capixaba foi possível porque, a partir da aplicação, pela Coordenação Estadual do Proerd, do modelo de “Gestão pela Qualidade com Foco nos Resultados”, incluso no programa “Estado Presente em Defesa da Vida”, de 2011, passou-se a trabalhar com planos de trabalho e ferramentas do setor público disponíveis, como termo de referência, ata de registro de preços, licitação, acordos de cooperação técnica e, principalmente, com princípios da gestão participativa, ouvindo seus principais colaboradores: os instrutores do Proerd.
Fundamental no processo de gestão por resultados foi a prática do ensino continuado com cursos de atualização, capacitação e formação dos instrutores, mentores e facilitadores, envolvendo-os em seminários, palestras e encontros, como processo motivacional.

Tudo somado, o resultado nestes três anos e sete meses de trabalho é o sucesso com parcerias e acordos firmados com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp); Secretaria Nacional Sobre Drogas do Ministério da Justiça, por meio do programa “Crack, é possível vencer” do Governo Federal; e com a Coordenação Estadual sobre Drogas, através do Programa “Rede Abraço” do Governo Estadual.

O reconhecimento ao trabalho do Proerd capixaba veio também com as premiações: Premiação Internacional “Gente que Transforma o amanhã”, na área social, pela Arcelor Mittal Foundation; Medalha Paulo Freire pelo Destaque a Educação da Coletividade – Concedida pela Assembleia Legislativa do Espírito Santo; Diploma de Mérito pela valorização da vida do Conselho Estadual sobre Drogas; Vencedor do Prêmio Inoves 2013 na categoria “Resultados para a Sociedade”.

 

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