Ato de covardia: Policial da Tropa de Elite da Polícia Militar é assassinado com tiro na cabeça dentro de viatura enquanto fazia patrulhamento no Espírito Santo e colegas oferecem recompensa de R$ 5 mil pela prisão do criminoso

O presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado do Espírito Santo (ACS/ES), Flávio Gava, anunciou o pagamento de recompensa de R$ 5 mil para a pessoa que fornecer ao Disque Denúncia 181 da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social ou a qualquer órgão policial capixaba informações que possam levar a prisão de um dos assassinos (foto) do policial militar Dayclom Nascimento Feu, 28 anos. O soldado Feu foi assassinado com um tiro na cabeça na madrugada deste domingo (07/09 durante patrulhamento do Batalhão de Missões Especiais (BME) no bairro Padre Gabriel, em Cariacica. Ele estava dentro da viatura quando foi baleado.

F eu fazia uma patrulha de rotina no bairro junto com os colegas do BME, quando dois homens passaram de moto e atiraram contra a guarnição. Segundo o BME, assim que os bandidos dispararam contra os policiais, eles revidaram, e o soldado Feu, que estava dentro da viatura, foi atingido na cabeça. Ele foi socorrido e levado para o Hospital Meridional, passou por uma cirurgia, mas não resistiu e morreu.

Ainda de acordo com o BME, um dos bandidos conseguiu fugir e o outro, identificado como Iaclison Cajazeira de Almeida (foto), foi baleado e encaminhado ao Hospital São Lucas, em Vitória. Ele passou por uma cirurgia e está fora de perigo. O bandido segue internado sob escolta policial. 

"Já estamos oferecendo R$ 5 mil para que ajudar a polícia a prender o criminoso foragido. A bandidagem tem que saber o seguinte: mexeu com um policial, mexeu com 10 mil que estão na ativa. Vamos caçar e prender esse assassino e entregá-lo à Justiça", garantiu o presidente da ACS, Fávio Gava.

Bastante emocionado, o governador Renato Casagrande (PSB) decretou luto de três dias por conta do assassinato do policial Dayclom Nascimento Feu. O policial morava em Vitória com os pais e uma das irmãs. Ele estava cursando a faculdade de Direito e iria se formar no ano que vem. Planejava se casar com a namorada, com quem já tinha um relacionamento há 9 anos.

“Amava ser policial, era a vida dele. Ele tinha o maior orgulho de ser policial e da profissão, e morreu fazendo o que amava. Quando ele entrou na polícia foi com o objetivo de ser do Batalhão de Missões Especiais. Ele tinha o maior orgulho desse batalhão, de ser policial, de ser honesto, de ser incorruptível, de acreditar na Justiça, acreditar na polícia”, disse a pedagoga Verônica Nascimento, 38 anos, irmã de Dayclom Feu.


A família de Feu revelou que fez a doação das córneas do soldado, como era da vontade dele. O velório começou na tarde deste domingo, no quartel do BME, em Vitória. O sepultamento deve ser às 9 horas desta segunda-feira (7) no Cemitério de Santo Antônio. 

O comandante do Batalhão de Missões Especiais (BME), tenente-coronel Jocarly Aguiar, garantiu que pelo menos 70 policiais estão fazendo patrulhamento no bairro Padre Gabriel com o objetivo de localizar e prender o suspeito do crime. Ele afirma que as buscas só terão fim quando o bandido for encontrado. 


"Nós já identificamos o suspeito foragido e estamos atrás dele. Estamos fazendo buscas na região e só vamos parar quando encontrarmos ele", garantiu Aguiar.

Os bandidos deixaram para trás duas armas: uma pistola calibre 380 e outra 9 mm. Indignado, Aguiar pede apoio da sociedade para combater a violência.

"Foi uma ousadia. Já não há mais respeito para com os policiais militares. A violência está muito próxima de nós. Até onde ela vai chegar? Essa responsabilidade de combater a violência não é só da polícia, mas também de toda a sociedade. Todos têm que participar deste processo", desabafou. 

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Edmilson dos Santos, lamentou a morte do policial Feu, e assim como o comandante do BME, esteve no Departamento Médico Legal (DML) de Vitória para dar apoio à família do soldado. Ele avaliou a situação como uma fatalidade, mas garantiu que a polícia não vai se deixar intimidar e vai trabalhar diuturnamente para prender os bandidos. Para ele, esse tipo de criminoso age desta forma porque sabe que há impunidade e a legislação brasileira é frouxa.

“É bom salientar sempre que existe toda uma metodologia de abordagem, nós sempre tentamos preservar não só a vida do policial, mas também daquelas pessoas que estão sendo abordadas, mesmo quando se supõe que seja um criminoso. Porém, infelizmente, houve uma reação. O policial já está preparado para isso, mas infelizmente às vezes acontece uma fatalidade como aconteceu, dessa forma”, lamentou.

No relato da ocorrência, a emoção do comandante da guarnição




 

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