De que arma partiu o tiro? Polícia Civil já tem laudo conclusivo sobre a morte do soldado Feu

Já se encontra em poder do chefe da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) de Cariacica, delegado João Paulo Pinto, laudo conclusivo do Departamento de Criminalística da Polícia Civil do Espírito Santo a respeito da reconstituição do assassinato do policial militar Dayclom Nascimento Feu, 28 anos, morto a tiro na madrugada do dia 7 de setembro deste ano, no bairro Padre Gabriel, em Cariacica. Feu pertencia ao Batalhão de Missões Especiais, a tropa de elite da PM capixaba.

Há uma suspeita de que o tiro que atingiu a cabeça do soldado Feu tenha partido da pistola de outro policial militar de maneira acidental. O PM teria se assustado quando a viatura em que ele, o soldado Feu e outros militares estavam foi surpreendida por tiros vindos do meio da rua, disparados por bandidos em fuga. No tiroteio, um dos suspeitos foi ferido e já está preso. Horas depois, a PM apreendeu um adolescente de 17 anos que, segundo a DP de Crimes Contra a Vida de Cariacica informou na ocasião, teria confessado o assassinato do policial Feu.

O caso, entretanto, sofreu reviravolta, porque os depoimentos dos policiais militares que estavam na viatura do Feu apresentavam incoerências e também não batiam com o que os criminosos declararam.

O próprio Boletim de Ocorrência registrado no dia do fato não é esclarecedor. Nele, consta a informação de que a guarnição era composta de quatro policiais: os soldados Feu, Vendler e Adriano e o cabo Israel. Informa que, ao chegar à avenida Padre Gabriel, a guarnição se deparou com os suspeitos, que atiraram na direção da viatura.

Diz ainda o BO que apenas os soldados Feu e Vendler efetuaram disparos de dentro da viatura: Feu teria efetuado três disparos, enquanto seu parceiro Vendler, oito. Informa também que o cabo Israel e o soldado Adriano, que atuava como patrulheiro na guarnição, saltaram do veículo para auxiliar na abordagem. Foi neste momento que observaram que o soldado Feu havia sido atingido com um tiro na cabeça.

Para tirar as dúvidas e concluir o Inquérito Policial, o delegado João Paulo Pinto realizou duas reconstituições. Logo na primeira, o soldado Vendler, de cuja arma pode ter partido o tiro que atingiu Feu, passou mal. Bastante abalado psicologicamente, o policial foi internado no Hospital da Polícia Militar.

Uma nova reconstituição foi realizada e o laudo das duas já está em poder do delegado desde terça-feira. No entanto, como ainda pairavam dúvidas, João Paulo voltou a ouvir os policiais militares que participaram do tiroteio e que estavam na mesma viatura que o soldado Feu.

Pode ser que o delegado João Paulo Pinto convoque a imprensa, nesta sexta-feira (28/11), para divulgar o resultado do laudo e a conclusão do Inquérito. A PM, por sua vez,  aguarda também o laudo para dar sequência ao Inquérito Policial Militar que foi aberto para investigar a conduta dos policiais que participaram do tiroteio que culminou na morte do soldado Feu.

 

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