Braço direito de Beltrame recusa convite para assumir a Secretaria de Segurança Pública no futuro governo de Paulo Hartung

O governador eleito Paulo Hartung (PMDB) está enfrentando uma certa dificuldade em encontrar um nome para o cargo de secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social. Na semana passada, conforme A Tribuna informou em sua edição de sábado (06/12), Hartung esteve no Rio de Janeiro, onde se reuniu no Palácio das Laranjeiras com o governador Luiz Fernando de Souza, o Pezão,  e o secretário de Segurança José Mariano Beltrame.

Foi sugerido a Paulo Hartung o nome do delegado federal Antônio Roberto Cesário de Sá para o cargo de secretário. Mas Roberto de Sá, que atualmente é subsecretário de Planejamento e Integração Operacional de Segurança Pública do Estado do Rio e braço direito de Beltrame na luta contra o crime organizado no Rio, recusou o convite.

Roberto de Sá foi sugerido pelo próprio Beltrame. No entanto, ele agradeceu o convite feito por Paulo Hartung, dizendo que se sentia feliz e orgulhoso “com a convocação”. Porém, disse que não poderia aceitar porque pretende continuar atuando na capital carioca, onde ajuda a planejar a segurança para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio.

Paulo Hartung retornou para Vitória, tendo que partir novamente do zero para escolher seu futuro secretário de Segurança Pública. É que, semana antes, ele havia convidado também a atual secretária Nacional de Segurança Pública (Senasp), Regina Miki. A Senasp é ligada ao Ministério da Justiça.  Alegando problemas de ordem pessoal, Regina Miki declinou do convite. Porém, também agradeceu e alegou sentir-se envaidecida com a proposta feita pelo futuro governador capixaba.

Tanto o delegado federal Roberto de Sá quanto a advogada Regina Miki seriam nomes que iriam surpreender o mercado. Ambos realizam excelente trabalho nos órgãos que dirigem. Roberto de Sá é natural de Barra do Piraí (RJ). Em 2000, formou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ). Sua carreira policial começou na Escola de Formação de Oficiais da Polícia Militar, em 1983, como cadete. Dois anos depois, foi nomeado aspirante a oficial. Em seguida, galgou todas as promoções até o posto de tenente-coronel, quando deixou a PM fluminense para ingressar na Polícia Federal.

Ainda na PM do Estado do Rio, entre outras funções, foi instrutor do Batalhão de Operações Especiais (Bope), de 1989 a 1992. Na Polícia Federal, esteve à frente da Delegacia de Polícia Fazendária do Estado do Acre e participou, como chefe de Segurança Móvel, da escolta das 184 delegações estrangeiras presentes à Assembleia  Geral da Interpol, realizada no Rio, em 2006.

Atualmente, ele é responsável  por assessorar o secretário Beltrame – que também é delegado federal – na área operacional de combate ao crime. Ele planeja ações, supervisiona, avalia e coordena o emprego das polícias Civil e Militar.

Militante petista e defensora de políticas voltadas para a defesa dos direitos humanos, a advogada Regina Miki é mestre em Direito Constitucional pela PUC/SP, especialista em Direito de Família e Fundiário e em Políticas de Segurança Pública pela PUC/RS. Atua como professora do Instituto de Segurança Pública da Fundação Santo André/SP e da Escola Paulista de Direito, Membro Associada Licenciada e do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).

É membro do Fórum Metropolitano de Segurança Pública, integrante do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional da População em Situação de Rua e do Comitê de Acompanhamento e Monitoramento do PNDH-3, ambos da Presidência da República. Foi secretária de Defesa Social de Diadema (SP) entre 2001 e 2008, período em que colaborou para a redução de 78,61% da taxa de homicídios da cidade, então uma das mais violentas do Estado.

O Espírito Santo, com certeza, perde com a recusa dos dois profissionais.

 

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