Emoção marca a última reunião do governador à frente do Estado Presente: Casagrande faz apelo para que essência do programa não seja abandonada

O governador Renato Casagrande (PSB) presidiu na manhã desta segunda-feira (08/12) a última reunião de avaliação do Estado Presente, realizada no nono andar do Palácio da Fonte Grande, na Secretaria de Estado Extraordinária de Ações Estratégicas. Emocionado, Casagrande aproveitou para agradecer o empenho e esforço de toda equipe, estendendo os agradecimentos a todos os servidores envolvidos com o sistema de segurança pública do Estado.

Para esta última reunião, o governo convidou a imprensa e este Blog esteve presente. A reunião contou com representantes das polícias Civil, Federal, Militar, Corpo de Bombeiros, Ministério Público Estadual, Defensoria Pública e Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social.

O governador abriu a reunião e passou a palavra para o secretário de Estado Extraordinário de Ações Estratégicas, Álvaro Rogério Duboc Farjado, a quem coube apresentar as estatísticas relacionadas a crimes contra a vida – número de homicídios e resolutividade de crimes – e a investimentos feitos pelo governo Casagrande na segurança pública. Pela primeira vez na história, um governo encerra sua gestão de quatro anos com queda no número de homicídios nos quatro anos de administração:

“Agradeço a dedicação e o profissionalismo de toda equipe, formada por oficiais da PM e do Corpo de Bombeiros, delegados, representantes do Ministério Público, Judiciário e Defensoria Pública, além das Polícias Federal e Rodoviária Federal. Tudo que fizemos foi no sentido de apoiar as ações dos senhores e das instituições. Encerramos o trabalho com a sensação de dever cumprido, porque o modelo adotado pelo governador Renato Casagrande está servindo de referência e exemplo para outros estados”, pontuou Álvaro Duboc.

O secretário fez referências a Renato Casagrande:  “Dois aspectos têm que ser destacados para o sucesso do Estado Presente: o governador assumiu pessoalmente a gestão da segurança pública, participando das reuniões mensais do programa, em que cobrava resultados e, ao mesmo tempo, apresentava soluções para integrantes da equipe. Outro aspecto é que o governador Renato Casagrande deixa para a história do Espírito Santo a maior política de investimentos na área de segurança pública”.

Várias autoridades tiveram chance de expor seu pensamento e todos falaram no sentido de agradecer o governador Renato Casagrande pelo apoio que deu à área de segurança pública:

“Dos 27 estados brasileiros, apenas quatro possuem um programa de segurança pública. E o Espírito Santo é um deles – os outros são Pernambuco, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Minha mensagem é de otimismo para que o trabalho vá continuar, mesmo com outros atores. Temos que fazer com que  a população continue acreditando na polícia. Este, aliás, governador, foi um dos grandes legados que o senhor deixa para a sociedade capixaba: o Estado Presente resgatou a confiança da população nas forças policiais”, destacou o chefe de Polícia Civil, delegado Joel Lyrio Júnior.

O promotor de Justiça Paulo Panaro Figueira Filho lembrou que desde 1978,quando completou 18 anos de idade e entrou para a Polícia Civil como perito criminal, “o governador Renato Casagrande é o que mais investiu na segurança pública”.

Paulo Panaro ressaltou que, antigamente, os governadores entendiam que investir na segurança era tão somente comprar viaturas: “Eles compravam viaturas, entregavam os veículos à polícia e no dia seguinte o caso era manchete dos jornais. O governador Casagrande deixa, portanto, um grande legado. Ele deixa claro que investir na segurança pública não é demérito para nenhum gestor. O Ministério Público Estadual agradece o senhor por essa atitude”, disse Paulo Panaro, que, depois de ser perito criminal, exerceu a advocacia até chegar à carreira de promotor de Justiça, por  meio de concurso público.

Coube também ao governador Renato Casagrande encerrar a reunião. Ele explicou porque criou a Secretaria Extraordinária de Ações Estratégicas como organizador do Estado Presente: “Segurança pública não é tarefa para apenas uma secretária. O modelo de gestão que adotamos teve o objetivo de buscar resultados. Cada área do Estado Presente teve de apresentar resultados. Esse modelo tem que avançar e eu espero que avance com os senhores no próximo governo”.

Renato Casagrande agradeceu a “presença firme” do Ministério Público dentro do Estado Presente e lamentou a ausência do Judiciário no programa: “Infelizmente, não conseguimos fazer o mesmo com o Judiciário”. De fato, a cadeia reservada à representante (juíza Ana Amélia) do Tribunal de Justiça na reunião desta segunda-feira ficou todo o tempo vazia.

O governador explicou que teve necessidade de promover um choque de gestão na segurança pública quando assumiu a gestão, em 1º de janeiro de 2011, “assim como fizemos também na educação e saúde”:

“Tivemos que contratar policiais para recompor o efetivo das Polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros. Valorizamos os servidores da segurança pública, com a implementação de políticas de planos de carreira e promoções, que estavam travadas”, disse Casagrande.

O governador alertou a equipe, entretanto, no sentido de todos estarem atentos, porque “ainda não ganhamos o ano e nem o mês se encerrou”. Renato Casagrande ressaltou que o Executivo Estadual precisa continuar investindo forte na segurança pública:

“É preciso que o governo continue liderando o programa. Não se pode inventar na segurança pública; se algo está dando certo, é importante que continue. Vai mudar o nome do programa? Que mude, mas que se mantenha a filosofia do programa. Plantamos uma base para que nos próximos quatro anos o Espírito Santo esteja na média ou abaixo da média nacional no número de homicídios”.

Antes de encerrar a reunião, o governador fez questão de agradecer a todos os servidores públicos ligados à área de segurança pública:

“Quero que os coronéis que estão aqui levem meu agradecimentos a todos os integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, dos praças aos oficiais, pelo esforço de todos nesses quatro anos de governo. Quero que os delegados que se encontram nesta reunião levem meu agradecimento a todos os policiais civis; dos agentes de Polícia aos delegados, passando pelos escrivães, investigadores, peritos, médicos-legistas.”

Casagrande falou com emoção: “O que me deixa mais feliz é que na área de segurança pública produzimos muito mais do que era esperado. O modelo de gestão adotado a partir de 2011 no Espírito Santo na segurança é exemplo para outros estados do Brasil”.

Ao final, o governador fez um agradecimento especial ao secretário Álvaro Duboc, por “seu profissionalismo, paciência, carisma com a equipe e a metodologia adotado no programa Estado Presente”.

"Estamos entregando a bola arredondada", diz Casagrande em relação à segurança pública

Renato Casagrande foi homenageado com uma placa pelos servidores da Secretaria Extraordinária de Ações Estratégicas. Depois, ele atendeu a imprensa no gabinete do secretário Álvaro Duboc e esclareceu outros pontos de seu discurso na reunião.

Para os jornalistas, Renato Casagrande foi mais crítico em relação ao governo (Paulo Hartung) anterior no quesito segurança pública: “Quando chegamos ao governo – em janeiro de 2011 –, vê policiais nas ruas era uma sorte. Em quase quatro anos, dobramos o número de viaturas, que são  equipadas com alta tecnologia. As condições que o próximo governo (Paulo Hartung) receberá a segurança pública é totalmente diferente do que recebemos há quatro anos atrás. Estamos entregando a bola arredondada. O próximo governo já pode chegar e ir jogando. A segurança pública é uma das marcas de nosso governo”, disse Renato Casagrande.

Antes de se despedir dos jornalistas, o governador Renato Casagrande arrematou, como se estivesse fazendo um apelo para que o Estado Presente (mesmo que mude de nome) seja, definitivamente, um política de Estado na área de segurança pública e não de governo:

“As diretrizes do programa estão dando certo. As polícias e os policiais se identificaram com o programa, estão envolvidos com o programa. Eles são servidores e permanecerão trabalhando  para o Estado, mas os secretários não. Portanto, se não tiver alguém para organizar e liderar o programa, ele pode perder o seu foco. A essência deve ser preservada pela liderança do governador; se o governador não liderar o programa com esses objetivos, ele pode perder a essência”.

Bem, o recado foi dado!

 

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