Laudo médico desmente família que acusou policiais militares de agredirem homem em Aracruz: morte foi causada por pancreatite

Um Inquérito Policial Militar concluiu que a morte de Paulo Sérgio da Silva, ocorrida em e novembro de 2013, em Barra do Riacho, Aracruz, foi em decorrência de pancreatite, provocada por uso abusivo de bebida alcoólica. Na época, familiares de Paulo e moradores da região alegaram que o rapaz tinha sido morto depois de ter sido agredido por policiais militares. Laudo de necropsia, entretanto, desmente e versão dos familiares e inocenta os policiais.

O IPM foi aberto pela Corregedoria Geral da Polícia Militar, tendo sido presidido pelo capitão Edizer Ferreira Leitão, por meio da Portaria n.º 038/2014 – SPJ. Foi instaurado com a finalidade de “apurar as circunstâncias em que se deu o óbito de Paulo Sérgio da Silva”.

De acordo com os autos, o cabo Robson Borges da Rocha e o soldado Hugo Marcelo Ferreira Santos, lotados no 5º Batalhão da PM (Aracruz), atenderam ocorrência policial na madrugada de 16 de novembro do ano passado, quando “dois cidadãos estariam em vias de fato, aparentemente alcoolizados, sendo que um destes cidadãos, identificado posteriormente como Paulo Sérgio da Silva, teria vindo a óbito no Hospital São Camilo, município de Aracruz/ES, após dar entrada no referido nosocômio às 22h30 de 17/11/2013”.

Segundo os autos, havia “relato de familiares afirmando que Paulo da Silva teria sido vítima de agressões físicas perpetradas pelos militares de serviço, fato que, inclusive, foi veiculado na mídia local, instaurando-se o competente IPM para apurar o episódio.”

O encarregado do IPM ouviu depoimento dos dois policiais, ouviu familiares de Paulo da Silva, além de juntar documentos importantes como cópia de escalas de serviço, boletins de ocorrência, laudo cadavérico e outros. Dessa forma, o capitão encerrou as investigações, afirmando em seu relatório final “não haver indícios de crime de natureza militar ou transgressão da disciplina em face dos investigados tendo em vista que os legistas que examinaram o corpo de Paulo Sérgio da Silva afastaram a hipótese de morte violenta, consignando no respectivo laudo que a causa forte foi pancreatite, provocada por uso abusivo de bebida alcoólica”.

No entanto, o encarregado do IPM, capitão Edizer Ferreira Leitão, apontou “indícios de transgressão da disciplina em face dos investigados (cabo Robson Borges da Rocha e o soldado Hugo Marcelo Ferreira Santos) por não terem confeccionado boletim de ocorrência a respeito do episódio sub examine.”

Com o fim do IPM, o caso foi remetido para a Vara da Auditoria da Justiça Militar e na quinta-feira (18/12) enviado ao Ministério Público Estadual Militar para dar ser parecer: se concorda ou não com o resultado do inquérito.

 

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