Ministério da Justiça pesquisa relações de gênero nas polícias

A Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça (Senasp/MJ) realiza, até quinta-feira (26/02), uma pesquisa sobre as relações de gênero existentes nas corporações policiais. Os interessados podem responder um questionário disponibilizado na internet. Mais de 600 mil profissionais de segurança pública de todo o Brasil foram convidados a participar do estudo. A pesquisa envolve integrantes de Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Federal e Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica e Guardas Municipais.

Segundo a secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, o propósito do estudo é mapear as questões que cercam as relações de gênero existentes na dinâmica operacional das instituições policiais, bem como os mecanismos existentes para reclamação e encaminhamento de tais questões dentro da própria organização e fora dela.

“Esperamos que o resultado da pesquisa estimule políticas que promovam maior igualdade de gênero dentro das corporações policiais. Além disso, acreditamos que o relatório final do estudo possa promover a construção de canais de denúncia e responsabilização de episódios como os de assédio sexual ou de embaraço em razão da orientação sexual ou do gênero do indivíduo", explica a titular da Senasp/MJ.

A pesquisa é coordenada pelo Núcleo de Estudos em Organizações e Pessoas da Fundação Getútilo Vargas (NEOP/FGV), com o apoio do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da Universidade Federal de Minas Gerais (CRISP/UFMG).

Os convites para a pesquisa foram enviados, via e-mail e mediante senha individual, a membros de instituições policiais cadastrados na Rede Nacional de Educação a Distância em Segurança Pública (Rede EaD Senasp/MJ). Mais informações sobre a pesquisa podem ser obtidas pelo e-mail pesquisa@forumseguranca.org.br ou pelo telefone (11) 3081-0925.

São necessários cerca de 30 a 40 minutos para preencher o formulário, que traz questões objetivas. O sigilo em relação à identificação do respondente é totalmente assegurado. Os dados serão analisados coletivamente, com o compromisso de que não serão divulgados quaisquer dados que possibilitem a identificação dos respondentes.

(Texto e foto: Site do Ministério da Justiça)

 

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